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Professor Nilton Cunha

O industrialismo clássico, o tipo de sociedade analisada por Karl Marx, Max Weber e Emile Durkheim, o tipo de sociedade habitado por grande parte dos ocidentais até cerca do último um quarto (1/4) do século passado não existe mais.

A ideia básica de sociedade pós-industrial corresponde à mudança de uma sociedade em que o emprego era baseado na indústria e passa a ser baseado nos serviços, com rápido crescimento de oportunidades de empregos para profissionais liberais.

Nessa sociedade, o conhecimento não só determina, em um grau sem precedentes, a inovação técnica e o crescimento econômico, mas está se tornando rapidamente a atividade chave da economia e a principal determinante da mudança ocupacional.

Segundo o sociólogo Daniel Bell, a teoria do valor do trabalho, da maneira formulada por uma sucessão de pensadores clássicos, de Locke e Smith a Ricardo e Marx, é obrigada a ceder lugar a uma “teoria do valor do conhecimento”. Agora, “o conhecimento, e não o trabalho é a origem do valor”.

Os teóricos dessa nova sociedade comentam que o conhecimento progressivamente influencia o trabalho de duas formas. A primeira é o aumento do conteúdo do conhecimento do trabalho existente, no sentido de que a nova tecnologia adiciona mais do que retira da qualificação dos trabalhadores. A outra é a criação e a expansão de novos tipos de trabalho no setor do conhecimento, de modo que trabalhadores em informação e profissionais liberais serão predominantes na economia.

Este processo tem levado ao crescimento do “credencialismo” – isto é, a exigência de credenciais (qualificações) mais altas, inclusive, para os mesmos empregos – e o conhecido processo de inflação de rótulos de empregos e autopromoção ocupacional.

As mudanças mais recentes confirmam a tendência na nova economia, destinada a promover uma sociedade formada por números sempre maiores de profissionais com mais alto grau de conhecimento, especialmente em saúde, educação e bem-estar social, juntamente com empregados em atividades científicas e técnicas.

Os trabalhadores em “serviços humanos” e em “serviços profissionais” correspondem à viga mestra da nova classe de serviços e parece que não há como escapar dessa realidade nua e crua que permeia a contemporaneidade.

Você está buscando se qualificar e entrar no paradigma de aprender a aprender e ao processo do credencialismo? Se não estiver, provavelmente levará uma trombada e um cartão vermelho da nova economia pós-industrial da sociedade pós-moderna.

Nilton Cunha
Professor e escritor

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