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  Eliezer“Palavras proféticas de Agur, filho de Jaqué, dirigidas a Itiel e Ucal.  Na verdade, eu sou o mais estúpido dos homens; e não tenho a prudência humana; não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo”  (Provérbios 30.1-3).

Estudiosos afirmam que este capítulo de Provérbios é atribuído a um homem chamado Agur e endereçado a dois possíveis discípulos seus, chamados Itiel e Ucal.  Em nenhuma outra parte da Bíblia Agur é mencionado.  Afirmam, ainda, tratar-se de um contribuinte árabe e não hebreu.  Ele demonstra ser um homem zeloso e escreveu palavras que antecipam o seu desgosto.  Era um homem modesto por ter consciência de suas inclinações naturais (v 2,3).  Como encarava os perigos de possuir demais ou de ter muito pouco, orou a Deus desejoso de alcançar pela graça divina duas coisas antes que lhe sobreviesse a morte:  que afastasse dele a vaidade e a palavra mentirosa;  e nem lhe desse a pobreza nem a riqueza, mas o pão que lhe fosse necessário para sobreviver, a fim de que, quando estivesse farto, não negasse o Senhor;  e quando empobrecido, não viesse a furtar e profanar o nome de Deus  (v 7-9).

Embora ele se declarasse mais estúpido do que qualquer outra pessoa, sem prudência, nem sabedoria e nem o conhecimento de Deus, ironicamente, ele está perplexo diante do que via e passa a explicar que tudo não passa de um enigma sem explicação e tudo pode se resumir no grande Criador.   Como acontece em nossos dias, Agur se refere a uma geração assolada por males sociais como falta de respeito pelos pais, pelos superiores, com altivez, ganância e egoísmo  (v 10-14;  2ª Timóteo 3.1-5).   A falta de respeito pelos pais leva à morte.  As expressões usadas para ilustrar essa maldição são fortes e violentas, assim como é o castigo daquele que maltrata os próprios pais  (Efésios 6.2,3).

Enfim, Agur conhecia os desafios peculiares que podem surgir tanto na fartura quanto na escassez, mas também nas tendências pessoais do homem.  Seus ensinamentos são mais voltados para a religião e seus provérbios se encerram com alertas contra a ostentação e a desordem, isto é, na hipótese da pessoa estar tramando algumas desavenças e, repentinamente, perceber sua insensatez, que pare antes que as coisas piorem.

Por, Eliezer de Andrade.

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