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Os partidos políticos de uma maneira geral falam muito em democracia, mas sõ caminham na contra mão e agem autoritariamente e ditatorialmente. Do mesmo jeito que o PT rifou a candidatura de João da Costa, o PDT rifou também a do deputado Paulo Rubem Santiago, conforma a carta que ele enviou a imprensa e que explica o caso:

Nota de Paulo Rubem sobre Decisão da Executiva Nacional do PDT

O Deputado Federal PAULO RUBEM SANTIAGO, Vice-Líder do PDT na Câmara Federal e Pré-Candidato a Prefeito do partido nas eleições municipais de Recife em 2012, vem à público esclarecer o que segue:

Na reunião da Comissão Executiva Nacional do PDT, ocorrida ontem, convocada entre outros assuntos, para debater a questão do Recife, historiamos a construção da candidatura própria e expusemos toda a documentação comprobatória das fraudes ocorridas na convenção, pedindo a anulação da mesma. Na defesa da convenção o Presidente Estadual do PDT tratou essas questões como “questões formais” e sugeriu que o debate fosse conduzido pelo âmbito político.

Em seguida, aberta a palavra, manifestaram-se pela tese da candidatura própria os membros abaixo relacionados:

-Paulo Pereira da Silva – Deputado Federal (PDT-SP), Candidato a Prefeito de SP

-Sebastião Bala Rocha – Deputado Federal PDT-AP, Presidente da Comissão do Trabalho da Câmara Federal

-André Figueiredo- Deputado Federal PDT-CE, 1º.Vice-Presidente da Executiva Nacional, Líder da Bancada Federal e também Presidente do PDT-Ceará

-Ronaldo Lessa – Ex-Governador de Alagoas e Candidato à Prefeitura de Maceió

-Cristovam Buarque – Senador PDT-DF

-Michellina Vecchio – Presidente Nacional da Ação da Mulher Trabalhista do PDT

-Brizola Neto – Ministro do Trabalho e 2º.Vice-Presidente Nacional do PDT

Esses integrantes, acima relacionados, na ocasião, representavam já ampla maioria entre os membros da Executiva Nacional. A partir dessa configuração o Presidente Estadual do PDT-PE, pediu a palavra e afirmou que a decisão pela candidatura própria seria uma desmoralização de sua pessoa pois já teria dado a palavra ao Governador do Estado do apoio do PDT ao candidato do PSB.

Em função desse impasse a reunião foi suspensa para que se retomasse o debate e a configuração final de votos na manhã dessa quarta-feira. Ainda ontem, na reunião da Executiva, o Senador Cristovam Buarque e o Deputado André Figueiredo fizeram apelos ao Presidente Estadual de PE por uma ação unitária, com nomes de consenso na condução do processo, para que o partido se fortalecesse com a candidatura própria, sem vencidos nem vencedores, orientação rejeitada pelo Presidente Estadual. O Senador Cristovam em seguida, insistiu, o convidou pessoalmente para ser o condutor do processo. O Presidente Estadual, mais uma vez, se negou a aceitar a sugestão do Senador.

Para nossa surpresa, fui informado agora cedo pelo Presidente Carlos Lupi que, pelo motivo abaixo indicado, tendo apelado a todos da executiva nacional presentes à reunião de ontem, não aprovará a tese da candidatura própria para não “desmoralizar” o Presidente Estadual José Queiroz, reconhecendo que poderia intervir no Recife, mas que não o faria pelo mesmo motivo, que não haveria coleta de votos por email conforme definido e veiculado ao final da reunião de ontem.

Disse ainda que a nota contra a candidatura própria seria pautada pela negativa ao nosso recurso, pauta que não foi apreciada no mérito em momento algum, prevalecendo o debate político e eleitoral. Afinal contra a fraude não houve e nem há argumentos contrários.

Frente a essa manifestação, expresso minha tranquilidade. Não perco nada nesse processo. Quem perdeu foi o PDT do Recife. Com firmeza e serenidade ofereci ao partido minha disposição de luta. Estou sendo retirado da campanha por uma chantagem e pela preferência do Presidente Lupi por laços de amizade e não por teses a favor do partido. Lupi se rendeu a uma chantagem e não a uma tese política, escolheu o lado do papel subalterno para o PDT, do amordaçamento da voz do partido nessas eleições em Recife. Vivo fosse, Brizola morreria de vergonha. Estou, sempre estive, do outro lado. Sigo na defesa do partido. Considero correta a tese nacional aprovada em Resolução, única possibilidade clara e concreta do PDT sair da condição de, quase eterno, coadjuvante nas disputas,  sem voz e sem voto.

Apresentamos uma chance verdadeira de sermos alternativa ao fogo cruzado que se anuncia entre PT e PSB, antecipando-se, já, a disputa de 2014. Mostramos um caminho capaz de mobilizar a juventude em cima das bandeiras da educação, a partir de nossa vitória pelos 10% do PIB para seu financiamento, da cultura, na qual fui autor do Plano Nacional de Cultura, Relator do Vale-Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, do Desenvolvimento Sustentável, tema no qual sou autor da proposta de Emenda Constitucional para o Plano Nacional de Desenvolvimento Urbano, enfim, da ética na política, fundador que fui da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, único parlamentar pernambucano signatário do Projeto de Lei da Ficha Limpa e autor de diversos projetos nessa área.

A partir desse episódio passo a defender com mais ênfase ainda a realização de eleições diretas para as direções do PDT e a realização de convenções imediatas para a construção de diretórios em todas as instâncias. Basta de dirigentes eternos e presidentes provisórios.

Agradeço o apoio de todos que se manifestaram pela candidatura própria, que me enviaram mensagens de força, fé, solidariedade e esperança. Não saio da disputa, repito, estou sendo tirado pela prevalência de uma chantagem a favor de quem “empenhou” a palavra, deixando de ser um protagonista por inteiro com aliados para ser 1/16 de uma coligação, independente de qual seja, sabendo que havia instância superior partidária, com amparo regimental, sobre sua decisão pessoal.

Brasília, 4 de julho de 2012

Paulo Rubem Santiago

Dep.Federal PDT-PE

Recebemos da assessoria do deputado Maurício Rands uma carta endereçada ao povo de Pernambuco que com certeza entrará para a história política do nosso estado.

Abaixo a carta na íntegra:

Carta ao Povo de Pernambuco

Venho aqui me comunicar diretamente com meus eleitores, companheiros, amigos e com o povo de Pernambuco, em especial com os militantes do Partido dos Trabalhadores – PT, que compartilharam comigo tantas lutas pela democracia e pela construção de uma sociedade melhor.

Nas prévias internas de definição do candidato do PT e da Frente Popular, durante dois meses, participei de intenso debate sobre o Recife e a vida partidária. Interagi com os militantes, na compreensão conjunta de que a melhoria da condição de vida na cidade é um processo de construção coletiva no qual o partido tem grande responsabilidade em servir de exemplo na demonstração de práticas democráticas. Testemunhei todo o engajamento desprendido e consciente de milhares de pessoas nesse nobre debate. Destes militantes, levarei para sempre as melhores memórias e a eles sou profundamente grato.

Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Ponderei sobre o processo das prévias e sobre o momento político mais geral. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT. Percebi terem sido infrutíferas e sem perspectivas minhas tentativas de afirmar a compreensão de que o ‘como fazer’ é tão importante quanto os resultados.

As diferenças de métodos e práticas, aliás, já vinham sendo por mim amadurecidas e acumuladas há algum tempo. Todavia, este processo recente fez com que as divergências ficassem mais claras e insuperáveis. Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária.

No debate das prévias, minha candidatura buscou construir uma legítima renovação por dentro do PT e da Frente Popular. Mas lutamos, também, para renovar os procedimentos com o objetivo de reforçar as práticas democráticas. Porém, setores dominantes da direção nacional do PT já tinham outro roteiro que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife.

Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT. Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida. Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário.

É nesse quadro que comunico aqui três decisões tomadas por mim. Primeiro, a minha desfiliação do PT. Segundo, a devolução do mandato de Deputado Federal ao partido. E, por último, meu afastamento definitivo do cargo de Secretário do Governo Eduardo Campos.

Existiram diversas razões que me levaram a este caminho. A mais crucial dá-se no nível da minha consciência. Sempre agi, na vida e na política, com o maior rigor entre o que penso e o que faço. Sempre cumpri os deveres da minha consciência.

Defendi nos debates partidários a renovação do modo petista de governar e a implantação de um novo modelo de gestão no Recife. Modelo capaz de aprofundar nossa concepção de democracia participativa e especialmente de trazer para a cidade métodos e ações que o Governo Eduardo Campos vem praticando de maneira exemplar e com reconhecimento inclusive internacional, mas que a administração do Recife não conseguiu implantar.

Minha experiência como Secretário do Governador Eduardo Campos foi fundamental para entender a importância da política do fazer, com formas competentes e inovadoras de gerir os recursos públicos, atrair investimentos privados e promover a inclusão social.

Ainda nos debates das prévias, defendi a renovação das práticas e dos quadros partidários, bem como a melhoria da articulação política do governo municipal com o parlamento, os partidos da base e a sociedade civil organizada. Nesses 32 anos de militância, dediquei grande parte de minha vida a fortalecer o campo democrático-popular, lutando para aumentar a participação e consciência política do nosso povo.

Amadureci as decisões que acabo de tomar com base em fatos altamente relevantes que impactaram minha consciência de cidadão. Entre estes, a opção da quase totalidade da Frente Popular pela indicação de Geraldo Júlio como candidato a Prefeito do Recife. Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do Governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife. Implantando na cidade o que o Governador Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco, ele vai melhorar concretamente a vida do povo do Recife.

Estou consciente de que o nosso povo vai entender o significado da escolha de um novo quadro para transformar as práticas político-administrativas na cidade. Geraldo Júlio vai representar a renovação dentro de uma frente política que – espero – seja mantida, mesmo com o lançamento de duas candidaturas no seu campo.

Como esta posição tem graves implicações para minha vida partidária, decidi que devo sair do PT e, com dignidade, devolver meu mandato ao partido. E como gesto concreto de que não se trata de um jogo menor, de barganha por espaços de poder, decidi também sair definitivamente do Governo Eduardo Campos. Esse é o custo, sem dúvida elevado, de ser fiel à minha consciência cidadã. Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania.

Recife, 03 de julho de 2012

Maurício Rands

Sempre escutei pastores, membros de denominações religiosas e até mesmo pessoas sem nenhuma participação em igrejas evangélicas ou católicas  dizerem que vai tomar uma decisão e que para isso precisam ouvir a voz de Deus.

Depois estas mesmas pessoas tomam a sua decisão e pouco tempo depois estão arrependidas e voltando atrás. Isto me deixa apreensivo e um questionamento muito forte se faz no meu íntimo: Será que de fato estas pessoas ouviram a voz de Deus? Será que Deus oniciente, onipresente vai mandar alguém para um caminho sabendo que este caminho é errado.

Se a resposta for negativa significa que a pessoa não ouviu a voz de Deus para tomar a sua decisão.

Isto gera outro questionamento: Quando é que de fato escutamos a voz de Deus para nos orientar a tomar uma decisão acertada?

Refleti durante muitos e muitos anos sobre esta questão. Principalmente depois que passei a fazer parte de uma comunidade evangélica de Gravatá – a 1ª Igreja Batista – em que constantemente testemunhei pessoas que esperavam ouvir a voz de Deus para tomar uma decisão.

Hoje, muitos anos depois e acompanhando o resultado de muitas decisões erradas que foram tomadas em nome de Deus, como se fosse Ele que tivesse orientado e na verdade não foi, posso colaborar nesta discussão dando o meu testemunho pessoal sobre o que é que eu acho que é “Ouvir a voz de Deus”.

Em primeiro lugar só escutaremos a voz de Deus se nós o buscarmos de todo o nosso coração. Se nos mantivermos em oração, tentando a todo momento ser Santo como a Bíblia ensina. E ser santo aqui não significa ser beatificado, mas simplesmente como lemos em Deuteronômio que se atentamente ouvirmos a voz de Deus e os seus mandamentos nós obedecermos, com certeza seremos exaltados em todas as nações.

Ser exaltado é estar certo, é tomar a decisão correta!

Portanto, hoje afirmo categoricamente que na hora em que escutarmos a voz de Deus para um pedido que façamos a primeira coisa que vamos sentir é um alívio espiritual tremendo; a segunda uma Paz firme, duradoura; a terceira uma alegria imensurável.

Isto não significa que estaremos felizes. A felicidade não tem nada a ver com a situação acima. A calmaria de uma superfície não mostra que ainda existe tempestade embaixo da água ou nas nuvens, porque o processo de cura é lento, mas progressivo.

Cristo não disse que veio trazer felicidade ele disse que trouxe a sua Paz e que a sua Paz ele deixava conosco.

Portanto quando escutar a voz de Deus a respeito de um pedido que tenha feito você sentirá alívio, paz no coração e uma alegria calcada no sentimento de que está fazendo a coisa certa. Pode até nem se sentir feliz, mas vai se sentir bem e saber que está com Jesus e que foi Deus quem o orientou.

Neste momento oro a Deus pedindo a sua orientação para as eleições de outubro.

Quem apoiar?

Aguardo com fé e esperança a sua resposta.

Ao decidir não se candidatar a reeleição para prefeito de Gravatá, o atual gestor Ozano Brito Valença fez a opção para terminar o seu mandato e entregar a prefeitura ao novo administrador que será eleito em outubro de 2012.

Esta postura muda completamente a relação de Ozano Brito com as forças políticas de Gravatá, com as organizações da sociedade civil e com a população de uma maneira geral. Sem possuir mais nenhum compromisso com quer que seja, já que brigou e rompeu com o seu padrinho político Joaquim Neto, ele agora pode fazer uma gestão limpa, enxuta, voltada para resultados positivos de gestão e não de política-eleitoral.

Sendo assim todos os acordos políticos que ele tinha com candidatos a vereador ficam zerados. Isto significa que ele será criterioso nas indicações que fará daqui para a frente e elas terão dois caminhos: O técnico se ele de fato optar por ficar neutro na campanha. Nesse caso ele não contratará mais ninguém pela ótica do voto;

Ou adotará o critério político caso tenha o desejo de se envolver ainda que de forma indireta no processo eleitoral apoiando nos bastidores a candidatura de Bruno Martiniano e consequentemente da sua ex-base de apoio, nomeando pessoas indicadas somente por estes atores políticos e tirando todos que apóiem Joaquim Neto.

Como ele, segundo informações que circulam na cidade, demitiu todos os comissionados, isto significa que ele vai dar uma nova feição a sua administração. Quando começar a nomear novos ocupantes de cargos comissionados vamos saber se ele ficará neutro ou se apoiará Bruno Martiniano.

É só esperar as novas contratações.

As Particularidades da eleição 2012

1. A candidata a prefeita Sheila Cartaxo desistyiu de sua candidatrura e o seu partido através de seu presidente Júnior de Paulo declarou apoio a Joaquim Neto.

2. Apesar do PR está com o PSDB, o presidente do PR Charles Souza diz que vai ficar neutro na campanha.

3. O PMDB que agora integra a base de apoio do governo Eduardo Campos aqui em Gravatá vai apoiar o PSDB que não faz parte da Frente Popular.

4. Ana Pontual do PSB já foi liberada para apoiar Joaquim Neto, do mesmo jeito que Fernando Resende seria, caso o PSB ficasse com Joaquim Neto.

5. Charles da Madeireira que foi convidado por Joaquim Neto para ser seu vice, optou por sair candidato a prefeito, mas isso não é definitivo e ele pode apoiar Joaquim Neto a qualquer momento.

6. Charles e Arnaldo Souza que negociaram para serem vices, um de Bruno e outro de Joaquim não conseguiram seus objetivos e agora ficam neutros na campanha.

7. Edson (Matuto) produtor de eventos que estava no PMDB seria candidato a prefeito, desistiu depois que o presidente do seu partido passou a integrar a coligação de Joaquim Neto como vice prefeito.

Jornalismo se faz assim: sem subterfúgios, com clareza, para que a população se conscientize. Isto é a promoção da cidadania e é isto que faremos durante esta campanha eleitoral. Não vamos privilegiar enm A e nem B, mesmo que sejamos contratados para divulgar no blogdo tomaz.com.br e no jornal rota232, matérias publicitárias desses candidatos.

Nunca negamos que vendemos espaços publicitários e vamos continuar vendendo a quem se interessar em adquirir.

Agora não abrimos mão da imparcialidade do nosso veículo de comunicação, independentemente da preferência de nossa equipe por qualquer candidato, temos profissionais conosco que apóiam um candidato, outros que apóiam outro candidato e assim vai caminhando a nossa democracia.

Eu também terei a minha preferência político partidária. Todos sabem que particularmente eu tinha declarado apoio a Ozano Brito, mas com a sua desistência ainda não decidi qual candidato vou apoiar.

Quando tomar esta decisão comunicarei aos gravataenses sem nenhum receio, pois presto um serviço de utilidade pública à população e dessa forma me considero um servidor público, remunerado pelo setor privado (anúncios que são colocados no nosso veículo) e sendo assim tenho todo direito enquanto pessoa física de escolher um dos candidatos a prefeito e outro a vereador e apoiá-los.

Porém deixando claro que o jornal Rota232 e o blogdotomaz.com.br continuarão isentos e imparciais, divulgando igualmente matérias de todos os candidatos que sejam consideradas notícia pela nossa equipe de redação.

Isto é transparência. É honestidade.

Mais uma vez se confirma em primeira mão o furo que dei ontem de que Júnior de Paulo apoiaria Joaquim Neto. Isto foi colocado na matéria intitulada “Quem ganha Joaquim Neto ou Bruno Martiniano” publicada ontem no blogdotomaz.com.br, passando Joaquim Neto a somar agora, 11 partidos na sua legenda.

Hoje a coligação de Joaquim Neto, mesmo com menos partidos, já se aproxima da de Bruno Martiniano, visto que muitos que estão Bruno Martiniano, na verdade não o poiam, estão por uma questão conjuntural, pontual.

Cabe destacar que hoje ainda Joaquim Neto deve receber o apoio do PP que faz reunião logo mais para decidir se apóia Bruno, Joaquim ou se lança candidato próprio à majoritária, para dar sustentação aos seus candidatos a vereador. na legenda progressista tem 17 candidatos, sendo que destes 12 têm uma tendência a apoiar Bruno martiniano e 5 preferem Joaquim Neto, entretanto, achamos que a preferência de Marcone Bezerra seja por Joaquim Neto, pois é com ele que Marcone tem mais afinidade.

Vamos esperar a reunião do PP logo mais para ver se vai se confirmar mais este apoio a Joaquim Neto. Caso se confirme fica somente a expectativa com relação a Charles da Madeireira que já foi sondado para reverter a sua posição e sair candidato a vereador.

O dia promete mais surpresa e o blogdotomaz.com.br, estará aqui dando furos e se antecipando em notícias quentes do momento eleitoral. Não esqueçam que tenho uma lista com tudo que venho dizendo e que vem acontecendo na eleição 2012.

por Elizer Andrade Santos

Alguém já afirmou que, admitindo-se o princípio “darwiniano” da sobrevivência dos mais aptos, vê-se que, ao contrário, a sobrevivência e a prosperidade em nosso país, pertencem aos menos aptos.  E o pior é que são eles, os menos aptos, os que tentam a promoção de uma sociedade sólida, dinâmica e civilizada, o que é reconhecidamente impossível.

Esse grupo menos apto sobrevive como sobrevivem nas selvas os animais mais fortes devorando os mais fracos. Efetivamente, temos como nas selvas, uma sociedade dividida e constituída de devoradores e devorados onde o patriotismo é representado por uma emotividade gerada por ocasião dos campeonatos de futebol, automobilismo, carnaval, festividades de fins de ano etc, tornando o povo sem pretensões sólidas, portador de um cinismo sem limites. Quem bem define o cínico é o escritor e pensador Oscar Wilde:  “Cínico é aquele que conhece o preço de tudo e não sabe o valor de nada”.

Um país com pretensões de crescer e de se posicionar entre as grandes nações do globo deve ter por base a educação e a formação ética para desenvolver o interior de cada cidadão. Ver crescer a indústria, ver trafegar automóveis luxuosos, ver a edificação de arranhacéus suntuosos, não significa que a sociedade está sendo submetida a um processo de educação e civilização. Ao contrário, essa mesma sociedade está sucumbindo e cada vez mais marginalizada, resultando no alto da escala social, homens públicos com ambições presidenciais e na base dessa mesma escala a camada marginalizada, ambas as escalas com idênticas pretensões entre seres que possuem o mesmo vácuo interior de valores.  Os mais aptos são excluídos e os menos aptos triunfam.

E assim continuam os menos aptos exercendo arrogantemente o seu papel, prometendo e não realizando os seus pálidos projetos, e os mais aptos ficam esquecidos e frustrados, enquanto se aproximam as épocas propícias em que o povo ignaro se entrega extravagantemente às emotividades e redobrado cinismo.

Os dois não podem perder. Mas só um vai subir as escadas da prefeitura no dia 01 de janeiro de 2013.

Para analisar as chances de cada um devemos iniciar fazendo uma avaliação do perfil do eleitor de Gravatá. Pesquisas comprovam que a maioria do nosso eleitorado é jovem 17 a 29 anos, que a maioria absoluta é pobre, a família tem renda até 2 salários mínimos, a maioria é desempregada e, pasmem, a grande maioria não é de família tradicional de Gravatá, ou seja são de pessoas de outras cidades que vêm para Gravatá.

Já a população mais velha que é minoria, tem raízes em Gravatá, a maioria é da área rural e o voto é mais consistente, sem muitas mudanças durante o processo eleitoral.

Olhando pelo ângulo do eleitorado geral o candidato Joaquim Neto leva vantagem na população mais velha e Bruno Martiniano leva vantagem na população mais jovem, porém nenhum dos dois tem maioria absoluta, seja numa faixa etária ou na outra.

Enquanto Joaquim Neto  é o candidato das famílias mais tradicionais de Gravatá e visita estas famílias com freqüência, Bruno Martiniano trabalha mais na juventude, o que não garante um voto consolidado.

A prova disso é a última eleição de deputado estadual onde Joaquim Neto teve 13 mil votos, quase a totalidade dos votos das famílias gravataenses e Bruno Martiniano apenas 10 mil e poucos votos, o que não representa nem a metade dos votos dos jovens de Gravatá.

Quem acompanhou aquela campanha percebeu claramente essa diferença dos acompanhantes de um e de outro candidato, é só olharem as fotos e tirarem as dúvidas. O mesmo critério se aplica para a campanha de Ozano Brito.

Sendo assim quem tem a simpatia da família de Gravatá começa na vantagem.

Coligações Partidárias do PTB (13 partidos)

Analisando a próxima eleição pela força de cada uma das coligações podemos perceber que quantidade de partidos, não significa necessariamente maioria de votos.

O candidato petebista Bruno Martiniano conseguiu trazer para o seu palanque os seguintes partidos:

PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, se analisarmos sem emoção as duas chapas que foram formadas uma com PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, podemos afirmar que esta tem uma certa força pelo nível dos candidatos que disputam a eleição para vereador. Já a outra chapa formada pelos partidos: PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, conta apenas com Doca da Cavalhada que pode ser o mais votado desse grupo.

É bem verdade que em função do apoio do PSD que trouxe quatro vereadores eleitos, mais o PCdoB, o PRB e o PSB que trouxeram um vereador cada um perfazendo um total de sete vereadores eleitos, dá uma falsa aparência de força para o candidato majoritário do PTB.

Coligações Partidárias do PSDB (10 partidos)

Os partidos que coligaram com Joaquim Neto foram: PSDB, PDT, PMDB, PSL, PRTB, PHS, PPL, PNM, DEM. Em número de vereadores o PSDB perde feio para o PTB pois só conseguiu trazer dois vereadores eleitos sendo um do PSL e outro do PMDB, em contrapartida conseguiu o apoio do atual vice-prefeito do PDT.

O PSDB ainda pode conseguir o apoio do PP e do PRP o que eleva o número de partidos do candidato peessedebista para 12, praticamente empatado com o do PTB e se conseguir trazer o PSC de Charles da Madeireira, empatando em número de partidos.

Como sabemos que muitos partidos foram para Bruno Martiniano por orientação do prefeito Ozano Brito, temos a convicção de que a traição vai ser muito maior no lado petebista do que no peessedebista. Afinal, não podemos esquecer que para o candidato a vereador o que importa é a sua eleição, pois sem ela não terá força nenhuma e é por isso que vemos durante a campanha muitos vereadores dizendo: “Vote em mim e em quem quiser para prefeito”. Dificilmente vemos vereadores com coragem de casarem o voto e só quererem voto casado.

Este quadro deixa o voto muito vulnerável, muito exposto a negociação, a troca do candidato de última hora.

Aquele candidato a prefeito que tiver mais jogo de cintura, mais habilidade, mais espaço nas casas dos gravataenses com certeza vai ter mais vantagem. A pergunta é Qual a força de cada candidato a vereador nestas eleições. Tem alguns que acham que vão ter cinco mil votos e só terão 50. Logo, não dá para medir a força do candidato a prefeito pela força de sua coligação.

Amanhã analisaremos com relação ao tempo de rádio para o guia eleitoral de cada coligação.

E só incluiremos o PRP, o PP e o PSC nesta análise a partir de segunda feira quando definitivamente estiverem sido feitos os registros definitivos dos candidatos, porque aí saberemos quais destes terão candidatos majoritários. Visto que hoje mesmo tomamos conhecimento da desistência de Sheila Cartaxo do PRP.

Na próxima sexta feira será dada a largada rumo à prefeitura e devemos fazer uma Campanha Limpa.

Até agora quatro candidatos pretendem disputar o cargo máximo que são: Joaquim Neto, Bruno Martiniano, Charles da Madeireira e Sheila Cartaxo e mais de duzentos buscam um mandato de vereador.

Será uma das eleições mais disputadas da história de Gravatá e teremos um sem número de cabos eleitorais nas ruas que conseguirão um emprego temporário e assim ter um pouco de esperança em dias melhores.

Neste momento gostaria de fazer um apelo a dois setores específicos da campanha de cada candidato. O primeiro sobre Carros de Som – nós que não somos candidatos não podemos passar o dia todo com dezenas de carros de som, bicicletas, motos e outros instrumentos de som nos atanzando, não nos deixando trabalhar, atrapalhando o trânsito, etc.

O segundo com relação aos panfletos e papéis que emporcalham a nossa cidade e suja as nossas ruas. Tenham consciência de que é preciso dez árvores para uma folha de papel, dêem um exemplo de que vocês defendem o meio ambiente e reciclem o material de vocês.

Espero que a justiça esteja atenta ás injustiças e aos desrespeitos à Lei.

Vamos fazer uma eleição cidadã, sobte a qual tratarei na próxima quinta feira.

O texto abaixo foi publicado no blogdomagno e merece não apenas ser lido, mas seguido pelos políticos que se dizem sérios e comprometidos com um projeto de desenvolvimento. O exemplo de Joaquim de Francisco de desprendimento do cargo a que teria direito se Humberto Costa se licenciasse é simbólico e deveria servir para fazer história.

Leia o texto e entenda o contexto.

A grandeza de Joaquim

A vida pública se faz por gestos. Que muitas vezes valem mais do que mil palavras. Ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal, Joaquim Francisco (PSB) saiu na frente, ontem, para deixar o senador Humberto Costa à vontade e garantiu que não assumiria o Senado, caso ele resolvesse requerer licença.

Corria nos bastidores especulações de que Humberto queria ficar licenciado por 90 dias, para se dedicar à campanha. Mas que estava com um pé atrás, porque teria que passar o mandato para um socialista, no caso Joaquim, seu primeiro suplente.

Para deixar Humberto numa situação confortável, o ex-governador disse que requereria também, imediatamente, uma licença para que a segunda suplente Maria Pompéia, que é do PT, partido de Humberto, pudesse assumir e com isso não criar nenhum tipo de constrangimento para o senador.

São poucos ou raros os políticos que agem assim, mas partindo de Joaquim não surpreende. Ministro do Interior de Sarney, Joaquim abandonou o cargo com menos de quatro meses na função ao descobrir que não compunha um governo sério com a célebre frase: “Isso não é um governo de transição, mas de transação”.

 

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