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Sempre escutei pastores, membros de denominações religiosas e até mesmo pessoas sem nenhuma participação em igrejas evangélicas ou católicas  dizerem que vai tomar uma decisão e que para isso precisam ouvir a voz de Deus.

Depois estas mesmas pessoas tomam a sua decisão e pouco tempo depois estão arrependidas e voltando atrás. Isto me deixa apreensivo e um questionamento muito forte se faz no meu íntimo: Será que de fato estas pessoas ouviram a voz de Deus? Será que Deus oniciente, onipresente vai mandar alguém para um caminho sabendo que este caminho é errado.

Se a resposta for negativa significa que a pessoa não ouviu a voz de Deus para tomar a sua decisão.

Isto gera outro questionamento: Quando é que de fato escutamos a voz de Deus para nos orientar a tomar uma decisão acertada?

Refleti durante muitos e muitos anos sobre esta questão. Principalmente depois que passei a fazer parte de uma comunidade evangélica de Gravatá – a 1ª Igreja Batista – em que constantemente testemunhei pessoas que esperavam ouvir a voz de Deus para tomar uma decisão.

Hoje, muitos anos depois e acompanhando o resultado de muitas decisões erradas que foram tomadas em nome de Deus, como se fosse Ele que tivesse orientado e na verdade não foi, posso colaborar nesta discussão dando o meu testemunho pessoal sobre o que é que eu acho que é “Ouvir a voz de Deus”.

Em primeiro lugar só escutaremos a voz de Deus se nós o buscarmos de todo o nosso coração. Se nos mantivermos em oração, tentando a todo momento ser Santo como a Bíblia ensina. E ser santo aqui não significa ser beatificado, mas simplesmente como lemos em Deuteronômio que se atentamente ouvirmos a voz de Deus e os seus mandamentos nós obedecermos, com certeza seremos exaltados em todas as nações.

Ser exaltado é estar certo, é tomar a decisão correta!

Portanto, hoje afirmo categoricamente que na hora em que escutarmos a voz de Deus para um pedido que façamos a primeira coisa que vamos sentir é um alívio espiritual tremendo; a segunda uma Paz firme, duradoura; a terceira uma alegria imensurável.

Isto não significa que estaremos felizes. A felicidade não tem nada a ver com a situação acima. A calmaria de uma superfície não mostra que ainda existe tempestade embaixo da água ou nas nuvens, porque o processo de cura é lento, mas progressivo.

Cristo não disse que veio trazer felicidade ele disse que trouxe a sua Paz e que a sua Paz ele deixava conosco.

Portanto quando escutar a voz de Deus a respeito de um pedido que tenha feito você sentirá alívio, paz no coração e uma alegria calcada no sentimento de que está fazendo a coisa certa. Pode até nem se sentir feliz, mas vai se sentir bem e saber que está com Jesus e que foi Deus quem o orientou.

Neste momento oro a Deus pedindo a sua orientação para as eleições de outubro.

Quem apoiar?

Aguardo com fé e esperança a sua resposta.

Ao decidir não se candidatar a reeleição para prefeito de Gravatá, o atual gestor Ozano Brito Valença fez a opção para terminar o seu mandato e entregar a prefeitura ao novo administrador que será eleito em outubro de 2012.

Esta postura muda completamente a relação de Ozano Brito com as forças políticas de Gravatá, com as organizações da sociedade civil e com a população de uma maneira geral. Sem possuir mais nenhum compromisso com quer que seja, já que brigou e rompeu com o seu padrinho político Joaquim Neto, ele agora pode fazer uma gestão limpa, enxuta, voltada para resultados positivos de gestão e não de política-eleitoral.

Sendo assim todos os acordos políticos que ele tinha com candidatos a vereador ficam zerados. Isto significa que ele será criterioso nas indicações que fará daqui para a frente e elas terão dois caminhos: O técnico se ele de fato optar por ficar neutro na campanha. Nesse caso ele não contratará mais ninguém pela ótica do voto;

Ou adotará o critério político caso tenha o desejo de se envolver ainda que de forma indireta no processo eleitoral apoiando nos bastidores a candidatura de Bruno Martiniano e consequentemente da sua ex-base de apoio, nomeando pessoas indicadas somente por estes atores políticos e tirando todos que apóiem Joaquim Neto.

Como ele, segundo informações que circulam na cidade, demitiu todos os comissionados, isto significa que ele vai dar uma nova feição a sua administração. Quando começar a nomear novos ocupantes de cargos comissionados vamos saber se ele ficará neutro ou se apoiará Bruno Martiniano.

É só esperar as novas contratações.

As Particularidades da eleição 2012

1. A candidata a prefeita Sheila Cartaxo desistyiu de sua candidatrura e o seu partido através de seu presidente Júnior de Paulo declarou apoio a Joaquim Neto.

2. Apesar do PR está com o PSDB, o presidente do PR Charles Souza diz que vai ficar neutro na campanha.

3. O PMDB que agora integra a base de apoio do governo Eduardo Campos aqui em Gravatá vai apoiar o PSDB que não faz parte da Frente Popular.

4. Ana Pontual do PSB já foi liberada para apoiar Joaquim Neto, do mesmo jeito que Fernando Resende seria, caso o PSB ficasse com Joaquim Neto.

5. Charles da Madeireira que foi convidado por Joaquim Neto para ser seu vice, optou por sair candidato a prefeito, mas isso não é definitivo e ele pode apoiar Joaquim Neto a qualquer momento.

6. Charles e Arnaldo Souza que negociaram para serem vices, um de Bruno e outro de Joaquim não conseguiram seus objetivos e agora ficam neutros na campanha.

7. Edson (Matuto) produtor de eventos que estava no PMDB seria candidato a prefeito, desistiu depois que o presidente do seu partido passou a integrar a coligação de Joaquim Neto como vice prefeito.

Jornalismo se faz assim: sem subterfúgios, com clareza, para que a população se conscientize. Isto é a promoção da cidadania e é isto que faremos durante esta campanha eleitoral. Não vamos privilegiar enm A e nem B, mesmo que sejamos contratados para divulgar no blogdo tomaz.com.br e no jornal rota232, matérias publicitárias desses candidatos.

Nunca negamos que vendemos espaços publicitários e vamos continuar vendendo a quem se interessar em adquirir.

Agora não abrimos mão da imparcialidade do nosso veículo de comunicação, independentemente da preferência de nossa equipe por qualquer candidato, temos profissionais conosco que apóiam um candidato, outros que apóiam outro candidato e assim vai caminhando a nossa democracia.

Eu também terei a minha preferência político partidária. Todos sabem que particularmente eu tinha declarado apoio a Ozano Brito, mas com a sua desistência ainda não decidi qual candidato vou apoiar.

Quando tomar esta decisão comunicarei aos gravataenses sem nenhum receio, pois presto um serviço de utilidade pública à população e dessa forma me considero um servidor público, remunerado pelo setor privado (anúncios que são colocados no nosso veículo) e sendo assim tenho todo direito enquanto pessoa física de escolher um dos candidatos a prefeito e outro a vereador e apoiá-los.

Porém deixando claro que o jornal Rota232 e o blogdotomaz.com.br continuarão isentos e imparciais, divulgando igualmente matérias de todos os candidatos que sejam consideradas notícia pela nossa equipe de redação.

Isto é transparência. É honestidade.

Mais uma vez se confirma em primeira mão o furo que dei ontem de que Júnior de Paulo apoiaria Joaquim Neto. Isto foi colocado na matéria intitulada “Quem ganha Joaquim Neto ou Bruno Martiniano” publicada ontem no blogdotomaz.com.br, passando Joaquim Neto a somar agora, 11 partidos na sua legenda.

Hoje a coligação de Joaquim Neto, mesmo com menos partidos, já se aproxima da de Bruno Martiniano, visto que muitos que estão Bruno Martiniano, na verdade não o poiam, estão por uma questão conjuntural, pontual.

Cabe destacar que hoje ainda Joaquim Neto deve receber o apoio do PP que faz reunião logo mais para decidir se apóia Bruno, Joaquim ou se lança candidato próprio à majoritária, para dar sustentação aos seus candidatos a vereador. na legenda progressista tem 17 candidatos, sendo que destes 12 têm uma tendência a apoiar Bruno martiniano e 5 preferem Joaquim Neto, entretanto, achamos que a preferência de Marcone Bezerra seja por Joaquim Neto, pois é com ele que Marcone tem mais afinidade.

Vamos esperar a reunião do PP logo mais para ver se vai se confirmar mais este apoio a Joaquim Neto. Caso se confirme fica somente a expectativa com relação a Charles da Madeireira que já foi sondado para reverter a sua posição e sair candidato a vereador.

O dia promete mais surpresa e o blogdotomaz.com.br, estará aqui dando furos e se antecipando em notícias quentes do momento eleitoral. Não esqueçam que tenho uma lista com tudo que venho dizendo e que vem acontecendo na eleição 2012.

por Elizer Andrade Santos

Alguém já afirmou que, admitindo-se o princípio “darwiniano” da sobrevivência dos mais aptos, vê-se que, ao contrário, a sobrevivência e a prosperidade em nosso país, pertencem aos menos aptos.  E o pior é que são eles, os menos aptos, os que tentam a promoção de uma sociedade sólida, dinâmica e civilizada, o que é reconhecidamente impossível.

Esse grupo menos apto sobrevive como sobrevivem nas selvas os animais mais fortes devorando os mais fracos. Efetivamente, temos como nas selvas, uma sociedade dividida e constituída de devoradores e devorados onde o patriotismo é representado por uma emotividade gerada por ocasião dos campeonatos de futebol, automobilismo, carnaval, festividades de fins de ano etc, tornando o povo sem pretensões sólidas, portador de um cinismo sem limites. Quem bem define o cínico é o escritor e pensador Oscar Wilde:  “Cínico é aquele que conhece o preço de tudo e não sabe o valor de nada”.

Um país com pretensões de crescer e de se posicionar entre as grandes nações do globo deve ter por base a educação e a formação ética para desenvolver o interior de cada cidadão. Ver crescer a indústria, ver trafegar automóveis luxuosos, ver a edificação de arranhacéus suntuosos, não significa que a sociedade está sendo submetida a um processo de educação e civilização. Ao contrário, essa mesma sociedade está sucumbindo e cada vez mais marginalizada, resultando no alto da escala social, homens públicos com ambições presidenciais e na base dessa mesma escala a camada marginalizada, ambas as escalas com idênticas pretensões entre seres que possuem o mesmo vácuo interior de valores.  Os mais aptos são excluídos e os menos aptos triunfam.

E assim continuam os menos aptos exercendo arrogantemente o seu papel, prometendo e não realizando os seus pálidos projetos, e os mais aptos ficam esquecidos e frustrados, enquanto se aproximam as épocas propícias em que o povo ignaro se entrega extravagantemente às emotividades e redobrado cinismo.

Os dois não podem perder. Mas só um vai subir as escadas da prefeitura no dia 01 de janeiro de 2013.

Para analisar as chances de cada um devemos iniciar fazendo uma avaliação do perfil do eleitor de Gravatá. Pesquisas comprovam que a maioria do nosso eleitorado é jovem 17 a 29 anos, que a maioria absoluta é pobre, a família tem renda até 2 salários mínimos, a maioria é desempregada e, pasmem, a grande maioria não é de família tradicional de Gravatá, ou seja são de pessoas de outras cidades que vêm para Gravatá.

Já a população mais velha que é minoria, tem raízes em Gravatá, a maioria é da área rural e o voto é mais consistente, sem muitas mudanças durante o processo eleitoral.

Olhando pelo ângulo do eleitorado geral o candidato Joaquim Neto leva vantagem na população mais velha e Bruno Martiniano leva vantagem na população mais jovem, porém nenhum dos dois tem maioria absoluta, seja numa faixa etária ou na outra.

Enquanto Joaquim Neto  é o candidato das famílias mais tradicionais de Gravatá e visita estas famílias com freqüência, Bruno Martiniano trabalha mais na juventude, o que não garante um voto consolidado.

A prova disso é a última eleição de deputado estadual onde Joaquim Neto teve 13 mil votos, quase a totalidade dos votos das famílias gravataenses e Bruno Martiniano apenas 10 mil e poucos votos, o que não representa nem a metade dos votos dos jovens de Gravatá.

Quem acompanhou aquela campanha percebeu claramente essa diferença dos acompanhantes de um e de outro candidato, é só olharem as fotos e tirarem as dúvidas. O mesmo critério se aplica para a campanha de Ozano Brito.

Sendo assim quem tem a simpatia da família de Gravatá começa na vantagem.

Coligações Partidárias do PTB (13 partidos)

Analisando a próxima eleição pela força de cada uma das coligações podemos perceber que quantidade de partidos, não significa necessariamente maioria de votos.

O candidato petebista Bruno Martiniano conseguiu trazer para o seu palanque os seguintes partidos:

PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, se analisarmos sem emoção as duas chapas que foram formadas uma com PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, podemos afirmar que esta tem uma certa força pelo nível dos candidatos que disputam a eleição para vereador. Já a outra chapa formada pelos partidos: PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, conta apenas com Doca da Cavalhada que pode ser o mais votado desse grupo.

É bem verdade que em função do apoio do PSD que trouxe quatro vereadores eleitos, mais o PCdoB, o PRB e o PSB que trouxeram um vereador cada um perfazendo um total de sete vereadores eleitos, dá uma falsa aparência de força para o candidato majoritário do PTB.

Coligações Partidárias do PSDB (10 partidos)

Os partidos que coligaram com Joaquim Neto foram: PSDB, PDT, PMDB, PSL, PRTB, PHS, PPL, PNM, DEM. Em número de vereadores o PSDB perde feio para o PTB pois só conseguiu trazer dois vereadores eleitos sendo um do PSL e outro do PMDB, em contrapartida conseguiu o apoio do atual vice-prefeito do PDT.

O PSDB ainda pode conseguir o apoio do PP e do PRP o que eleva o número de partidos do candidato peessedebista para 12, praticamente empatado com o do PTB e se conseguir trazer o PSC de Charles da Madeireira, empatando em número de partidos.

Como sabemos que muitos partidos foram para Bruno Martiniano por orientação do prefeito Ozano Brito, temos a convicção de que a traição vai ser muito maior no lado petebista do que no peessedebista. Afinal, não podemos esquecer que para o candidato a vereador o que importa é a sua eleição, pois sem ela não terá força nenhuma e é por isso que vemos durante a campanha muitos vereadores dizendo: “Vote em mim e em quem quiser para prefeito”. Dificilmente vemos vereadores com coragem de casarem o voto e só quererem voto casado.

Este quadro deixa o voto muito vulnerável, muito exposto a negociação, a troca do candidato de última hora.

Aquele candidato a prefeito que tiver mais jogo de cintura, mais habilidade, mais espaço nas casas dos gravataenses com certeza vai ter mais vantagem. A pergunta é Qual a força de cada candidato a vereador nestas eleições. Tem alguns que acham que vão ter cinco mil votos e só terão 50. Logo, não dá para medir a força do candidato a prefeito pela força de sua coligação.

Amanhã analisaremos com relação ao tempo de rádio para o guia eleitoral de cada coligação.

E só incluiremos o PRP, o PP e o PSC nesta análise a partir de segunda feira quando definitivamente estiverem sido feitos os registros definitivos dos candidatos, porque aí saberemos quais destes terão candidatos majoritários. Visto que hoje mesmo tomamos conhecimento da desistência de Sheila Cartaxo do PRP.

Na próxima sexta feira será dada a largada rumo à prefeitura e devemos fazer uma Campanha Limpa.

Até agora quatro candidatos pretendem disputar o cargo máximo que são: Joaquim Neto, Bruno Martiniano, Charles da Madeireira e Sheila Cartaxo e mais de duzentos buscam um mandato de vereador.

Será uma das eleições mais disputadas da história de Gravatá e teremos um sem número de cabos eleitorais nas ruas que conseguirão um emprego temporário e assim ter um pouco de esperança em dias melhores.

Neste momento gostaria de fazer um apelo a dois setores específicos da campanha de cada candidato. O primeiro sobre Carros de Som – nós que não somos candidatos não podemos passar o dia todo com dezenas de carros de som, bicicletas, motos e outros instrumentos de som nos atanzando, não nos deixando trabalhar, atrapalhando o trânsito, etc.

O segundo com relação aos panfletos e papéis que emporcalham a nossa cidade e suja as nossas ruas. Tenham consciência de que é preciso dez árvores para uma folha de papel, dêem um exemplo de que vocês defendem o meio ambiente e reciclem o material de vocês.

Espero que a justiça esteja atenta ás injustiças e aos desrespeitos à Lei.

Vamos fazer uma eleição cidadã, sobte a qual tratarei na próxima quinta feira.

O texto abaixo foi publicado no blogdomagno e merece não apenas ser lido, mas seguido pelos políticos que se dizem sérios e comprometidos com um projeto de desenvolvimento. O exemplo de Joaquim de Francisco de desprendimento do cargo a que teria direito se Humberto Costa se licenciasse é simbólico e deveria servir para fazer história.

Leia o texto e entenda o contexto.

A grandeza de Joaquim

A vida pública se faz por gestos. Que muitas vezes valem mais do que mil palavras. Ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal, Joaquim Francisco (PSB) saiu na frente, ontem, para deixar o senador Humberto Costa à vontade e garantiu que não assumiria o Senado, caso ele resolvesse requerer licença.

Corria nos bastidores especulações de que Humberto queria ficar licenciado por 90 dias, para se dedicar à campanha. Mas que estava com um pé atrás, porque teria que passar o mandato para um socialista, no caso Joaquim, seu primeiro suplente.

Para deixar Humberto numa situação confortável, o ex-governador disse que requereria também, imediatamente, uma licença para que a segunda suplente Maria Pompéia, que é do PT, partido de Humberto, pudesse assumir e com isso não criar nenhum tipo de constrangimento para o senador.

São poucos ou raros os políticos que agem assim, mas partindo de Joaquim não surpreende. Ministro do Interior de Sarney, Joaquim abandonou o cargo com menos de quatro meses na função ao descobrir que não compunha um governo sério com a célebre frase: “Isso não é um governo de transição, mas de transação”.

 

Por Tomaz de Aquino

Quem já leu Aristóteles, particularmente, “O Mito da Caverna” e quem depois estudou na psicologia os temas da Gestalt ou boa forma e também o behaviorismo e o freudainismo vai ter mais facilidade em entender o porquê do ser humano ser esta massa indecisa, confusa, complexa e muitas ingrata.

Começa pela necessidade de luz, que muitos confundem simplesmente com clareza, mas que na verdade está relacionada a conhecimento. Sair da caverna, isto é das trevas e ir para o lado de fora, ou seja um lugar iluminado, não é apenas sair do escuro para o claro. É, ante de tudo, adquirir conhecimento.

A Bíblia diz: O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, obedecer aos seus mandamentos é o adquirir conhecimento. Logo o termo conhecimento está intimamente ligado ao tipo de relacionamento que desenvolvemos com nossos semelhantes. Estamos numa grande sementeira e tudo o que plantarmos, também colheremos.

Como toda autoridade emana de Deus e em seu nome será exercida, devemos ter claro que todos aqueles que chegam ao poder,só chegam porque foi permissão de Deus. Se lá no poder eles esquecem do princípio da sabedoria que é o temor do senhor e que está relacionado a outras atitudes como amar ao próximo, perdoar, não guardar rancor e passam a agir como se fossem donos da verdade, como se conhecessem a árvore do “bem e do mal”, então terão muitas dificuldades e sofrerão as conseqüências de seus atos.

Sendo assim fica fácil entender porque tantos poderosos caem. Fica fácil compreender porque outros nunca ganham. Dá para saber porque alguns são mais privilegiados do que outros. Tudo por conta do coração de cada um. Achar que Deus é injusto porque uma pessoa considerada ruim chega a um determinado posto é não entender os seus propósitos, pois ele diz claramente que o ímpio foi feito para o dia da calamidade.

Portanto, não nos preocupemos em guardar ressentimentos em nosso coração. Porque o ódio resseca até os ossos. Quando começarmos a perdoar de verdade, sem falsidade, sem interesses, teremos dado o primeiro passo em direção à sabedoria.

Joaquim Francisco disse uma vez: “Em todas as profissões você ver homens felizes! menos na política”. Então está na hora de começarmos a mudar esta situação e iniciarmos um novo processo de se fazer política, baseado em propostas, em atitudes que impliquem na mehoria da qualidade de vida da população.

Sair da caverna é ver o outro como a nós mesmos. Com defeitos, com virtudes, mas acima de tudo com amor. Entendendo que cada um busca o seu próprio entendimento de “boa forma” e os seus próprios reforços positivos, como ganhar um chocolate do “Big Bang Theory”.

A todos uma boa eleição.

Errata: O Mito de Caverna é de autoria de Platão de quem Aristóteles era discípulo como bem nos lembra o professor Ricardo Vieira.

Leia na coluna Meio ambiente o artigo de Eliezer Andrade Santos sobre a Rio + 20.

Termina amanhã, dia 22, a conferência que trata de sustentabilidade, ou seja, tudo o que contribui para a melhora do meio ambiente no planeta. As críticas são muitas, mas os líderes de cada país não alteram o documento final da Rio+20. Os cientistas devem sair de pastas cheias de informações que servirão de comentários futuros.  O Secretário Geral da ONU, reconhece o fracasso das negociações como falta de ambição e o Embaixador brasileiro Luiz Alberto qualifica de incoerência exigir ambição sem colocar dinheiro sobre a mesa.  Muita discussão e pouca solução.  Conclusão:  terminará em farta mesa ao som de muito samba.

Hoje, enquanto tomava meu café, ouvia o meu velho TV 14” (até gostaria que fosse preto e branco), certo jornalista afirmava que os objetivos da conferência eram acabar com a miséria e fortalecer o desenvolvimento sustentável. Achei esquisito acabar com a miséria ou erradicar a pobreza porque a miséria aparece onde há sinais de pobreza.  Pelo menos acredito numa forma de minimizar a miséria. Por que?  Porque o verbo “erradicar” significa desarraigar, extinguir, arrancar pela raiz.  Lembrei, então, de um relato bíblico que fala de uma tal Maria, irmã de Lázaro, quando ungiu os pés de Jesus com um bálsamo precioso e caríssimo. Vendo aquilo, Judas Iscariotes disse: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?”   Sugestão com sentido lógico-racional, mas  Jesus lhe respondeu: “Deixa-a!… Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes”.  Não creio que Jesus estava querendo o sofrimento permanente da pobreza, mas esperava que o gênero humano não tivesse um coração endurecido, mão fechada, pensamento vil e espírito individualista e se ajudasse entre si, porque ninguém é dono de nada na terra.  Apenas administrador.

A verdade é que em todo o Brasil, milhares de pessoas vivem sobre os lixões.  A falta de vontade política está erradicando os pobres e não a pobreza, porque não há interesse num processo justo para redução das desigualdades.

A abertura desordenada com a expansão imobiliária e suas facilidades de crédito para aquisição de automóveis, móveis, eletrodomésticos, viagens etc, aparentemente se torna fator de crescimento  porque cresce o desejo de ter, mas ninguém atenta para o número de inadimplência.  O consumo aumenta, mas a população fica enforcada com dívidas impagáveis tornando-se mais pobre. Simplesmente o Brasil está seguindo os passos da Espanha que hoje se encontra em completa crise.

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