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Desconforto é motivo para crescimento

Quando você se sentir desconfortável, enfrentando graves problemas e a mercê de predadores, de inimigos e de falsos amigos, lembre-se sempre que é nesse momento que você pode realizar mudanças significativas na sua vida.

Um exemplo de crescimento no desconforto quem nos dá é LAGOSTA!

Ao crescer a sua carne que é mole, maleável, começa a ficar apertada dentro da sua casca que é fixa, rígida e não acompanha a sua expansão, o seu desenvolvimento, a sua busca de mais espaço.

A LAGOSTA tem duas opções nesse momento: A primeira a de abandonar a casca que já não serve mais e buscar outro local seguro , que na maioria das vezes é entre as pedras, para se proteger e esperar o nascimento de uma outra casca maior que permita a ela crescer e assim ficar confortável novamente.

A segunda opção é continuar crescendo dentro da casca fixa, dura, sem espaço, apertando-se cada vez mais, diminuindo a sua possibilidade de crescimento e sem coragem para se libertar e voltar a crescer, morrendo aos poucos e finalmente sucumbindo à situação adversa.

A lição que isso nos ensina é que devemos nos libertar da casca dura que impede o nosso crescimento. Essa casca às vezes é formada pelos nossos medos, pelas nossas decepções, pela nossa importância diante de problemas que não temos o controle.

Como a LAGOSTA temos também duas opções: ou aceitamos viver dentro da casca que nos dão, nos acomodando a uma situação insustentável e assim morrendo aos poucos, muitas tomando remédios para depressão, dia a dia  adoecendo e ficando sem perspectiva e sem futuro.

Ou buscarmos uma nova casca e para isso temos que ter a coragem de abrir mão daquela que falsamente nos protege e nos dá segurança.

Mas só existe uma forma de saber se é a hora de trocarmos a casca imprestável e pesada que carregamos que é não aceitarmos as receitas prontas de quem quer que seja. Só nós podemos tomar a decisão de trocar a casca que pode ser a profissão, a cidade e até mesmo amigos e família, é isso mesmo e não é fácil abrir mão de certas falsas zonas de conforto.

Troque a sua casca, passe um tempo em meio de pedras e volte a ser feliz ou permaneça estagnado no ambiente onde se encontra.

Paulo Sales advogado e escritor

Com todo dinheiro adquirido, Pude comprar tudo que me era desejado.
Comprei carros, que belos carros. Adquiri casas em todos os locais imagináveis, Campo, praia, serra, todas imensas e bem decoradas.
Portador de tanto dinheiro trouxe a companhia de várias pessoas, Que nunca me deixavam sozinho um instante sequer.
Recebia elogios de atos, que jamais havia praticados, ou de palavras que não foram ditas. Com tantos recursos financeiros, fui o conquistador das mais belas mulheres, As mais belas joias, As mais caras e apreciadas peças de arte, de artistas que pouco me importava suas histórias.
Não falo que o dinheiro não compra a saúde, pois de fato não compra, mas ajuda muito no tratamento e no alivio a dor.
Só não consegui comprar o tempo, Pois o tempo não retrocede, Só depois de sua passagem lenta e quase imperceptível, é que podemos valorar sua importância. Concluímos depois de anos que amigos são aqueles que admiram nossos corações e não nossa posição social.
Que carros, joias e imóveis, alimentam apenas uma fantasia social, mas nunca serão objetos de contemplação espiritual.
A mulher tua companheira está ao teu lado, pelo valor imensurável de um bem maior, que é você.
O tempo é cruel, pois por muito não nos deixa a oportunidade de consertar nossas falhas.
O tempo ensina, traz sabedoria, Mas a vida é um espaço de tempo, um instante, um fio, que não podemos desperdiçá-lo com coisas vãs, mas preenche-lo com ensinamentos para um novo tempo.

– O DA ETERNIDADE.

Olinda, olindamente linda.
Olinda dos quatro cantos, Olinda dos seus encantos.
Olinda dos pretos velhos, dos maracatus, de sua ciência e candomblé.
Olinda de bajado, suas obras e quadros.
Olinda para a vida inteira de amar, de marrom brasileiro, de ladeiras e alma.
Olinda do coco de Serginho, de Dona Selma e ferrugem, Olinda dos carnavais, de dona Laura, eterna menina do ‘Olinda quero cantar’, marim dos Caetés, pitombeira e elefante; virgens, capoeira, alto da sé.
Olinda de Silvio Botelho, um espelho de seus personagens.
Olinda magia, eterna poesia, Olinda dos Sonhos que nunca me deixa acordar.
Por Paulo Sales
Advogado e poeta

 

Porque o simples traz felicidade

Na cidade de Lajedo há uns 30 Km de garanhuns, o agricultor desfilou com sua carroça carregada de capim para o seu gado, como se estivesse no sambódromo, fazendo malabarismos e acrobacias, de pé em cima do feixe que se derramava, se espalhava e cobria toda carroça.

Na frente, impávido e tranquilo seguia o cavalo para o seu destino, cumprindo a sua sina para a qual foi designado, não por Deus mas pelos homens, que segundo os “sabidos”, é o homo sapiens, mas li que ele está muito mais para “non sapiens” ou seja não não sabe nada.

Assim como o condutor daquele “carro alegórico” natural que não sabe que vive longe da correria, do estresse, da ambição desenfreada e não sabe que de certo modo é feliz.

Porque a felicidade não consiste no ter, mas no ser e ele é! o ter é um açude que nunca enche, o ser é uma fonte que nunca seca.

Por isso valorize as coisas simples, perca tempo observando cenas cotidianas como as flores, os animais, o por do sol, encontre o que lhe faz bem e faça, viva para ser feliz e não para ser rico. A riqueza não depende de você, por mais que digam e ensinem o contrário, mas a felicidade sim, essa depende de você, é você que constrói.

Crie o seu carro alegórico, monte nele e desfile feliz na sua vida fazendo o sinal de legal, como o condutor dessa “carroça alegórica”, isso é o que se chama de coach.

Por Tomaz de Aquino
jornalista e escritor.

Paulo Sales advogado e escritor

Nas trevas da calamidade, Que ultrapassa o suportável, Não tenhas medo da escuridão, O escuro não é palco, Nem prêmio a Solidão. O temor da noite, E sua insônia, Ferida maligna, Que atormenta a alma, Alucina, Em verdadeiro açoite.

Embriagado pelos atos em desalinho Sonoro é o pensamento que perturba, Canto a consciência perdida, Solo a intransigência, Soneto ao egoísmo, Concerto a ironia.

A orquestração dos comportamentos, Ressurge com o maestro Sol, Novas paisagens, sensações e percepções. Refazem a canção da vida. Tornando a noite um acalanto, O escuro um abrigo, E o sono, uma premiação ao sonho.

Sempre que viajo gosto de trazer do lugar para onde fui uma pedra. Escolho aleatoriamente aquela que mais chama a minha atenção pela sua forma, textura e tipo. Assim quando retorno para minha casa, vou para o meu ateliê e pinto a pedra que trouxe.

Muitas guardei, muitas vendi e outras tantas estou pintando.

Daqui pra frente as que forem frutos de minhas viagens serão guardadas numa coleção particular sobre os lugares que já passei, assim vou pintar em cada uma o que for característico da cidade que estarei visitando.

Essa onça pintada foi feita numa pedra – um seixo – original do Rio Amazonas, colhida na cidade de Manaus, ou seja tem história, foi sendo moldada a milhões e milhões de anos atrás e agora vira uma peça de decoração. Essa ainda será vendida porque já me comprometi, mas as outras serão expostas ao público só para visitação.

Iniciarei hoje um coleção de gatinhos a pedido da minha amiga e colega corretora Cris. Serão pintados 10 gatos, esses para venda claro e você pode adquirir na nossa galeria qu fica na Rua 15 de Novembro 1171 -= N. S. das Graças – Gravatá – Pe, ou no nosso zap 81 9.99892523.

Por Tomaz de Aquino
jornalista e artista plástico

Agora vai se misturar ao barro novamente, do pó veio e ao pó retornará. Essa é a sina SEVERINA de Severino Vitalino, toda a sua vida feita no barro e de barro.

Retirando, amassando, modelando, confeccionando, misturando e criando, do mesmo jeito que Deus criou ADÃO, não apreendeu a dar o sopro da vida às suas criações, mas deu vida a sua história e tornou as suas peças conhecidas mundialmente, seguindo os mesmos caminhos feitos pelo seu pai o Mestre Vitalino.

Tanto barro, tantas formas, tanta vida!

78 anos entre o começo e o retorno, entre o nascimento e a morte, entre o caminhar entre os deuses do barro, mesmo sendo de barro, mesmo fazendo gente de barro, mesmo tornando ao barro.

Quando do fim de sua ultima viagem e se misturar ao barro do alto do moura, e voltar a ser barro nas mãos dos outros vitalinos, quando for retirado das beiras dos rios, das minas dos barros onde vai ser depositado e por onde correrá, escorrerá e se acumulará, quando a chuva lavar a sua terra e transportar os seus últimos elementos argilosos, voltará ser barro e do barro será retirado e transformado numa nova peça que ficará exposta e ali a sua alma reviverá silenciosa, como foi silenciosa e calma a sua vida, como é geralmente a vida de todos os mestres.

Agora não é mais morte e vida severino, é vida e morte Vitalina.

Deixo aqui abaixo, o excelente texto do amigo Walmiré Dimeron, membro do Instituto Histórico de Caruaru….bem como as fotos  de seu belo texto:

A VIDA VITALINA DE SEVERINO

Sorriso tímido e discreto, mas cheio de generosidade, paciência e resignação. Nunca mais os visitantes da Casa-Museu serão recebidos com tamanho aconchego.
Enlutada, a arte popular brasileira se despede de um dos seus representantes mais autênticos.
Severino, no exercício do seu ofício, foi um resistente, recusando-se a ceder aos modismos. Tomou para si a responsabilidade de manter viva a memória artística do pai, famoso no mundo inteiro, esmerando-se em reproduzir fielmente os temas criados por ele, para manter, à duras penas, a prole numerosa, repetindo também dessa forma, o mesmo destino do pai.
Durante quase vinte anos fomos companheiros de trabalho, sem nenhuma queixa, aborrecimento e, creio, nenhum ressentimento, muito mais por sua resignação do que por meu excesso de preciosismo em manter intocável cada frágil objeto da casa que nunca deixou de ser a sua e que mantinha com carinho desmedido.
Das inúmeras lembranças, elejo uma como a mais tocante: na abertura da exposição: Arte do barro e o olhar da arte |Vitalino e Verger, no Recife, iniciando as celebrações do Centenário do seu pai, me deparei com ele, sozinho, diante de um grande painel, em silêncio, contemplando a si mesmo, num dos mais ternos registros fotográficos de que tenho notícia: o menino Severino moldando seu boizinho na janela do casebre em que vivia a rude infância e também os melhores anos de sua vida.
Deixei-o quanto pude em sua contemplação solitária e depois me aproximei, indagando o quanto de memórias aquela foto lhe trazia. Seus olhos marejaram e os meu também. Selamos aquele encontro num abraço fraterno e saímos dali meninos, em busca das outras cenas vitalinas que Pierre Verger eternizou.
Nelson Barbalho afirmava que no céu havia um “céuzinho” só de Caruaru. Também acho que existe e, dentro dele, um outro, de barro, onde campeiam bois coloridos, cavalos majestosos e girafas amarelas. Guarnecendo a entrada, dois fabulosos bois do seu pai: um zebu e um nelore.Ali, Severino com seu tabuleiro de bonecos chegará. Vitalino e seus filhos Antonio e Maria serão seus grandes anfitriões, seguidos de Zé Caboclo, Eudócio, Zé Rodrigues, Ernestina, Galdino, Elias Francisco e tantos outros que farão grande celebração.
Escrevo essas mal traçadas contemplando um dos seus bois daqueles “bem fornidos” e “bem queimados” que guardarei com muito carinho.
Meu abraço, meus aplausos.

 

Família de artista é assim até espaço publico ganha. Essa é a travessa Jaime Cícero de Aquino, sobrinho de meu pai, já falecido e que foi um grande artista plástico de Caruaru. Seus filhos continuam na arte do barro, produzindo lindas peças.

A travessa fica no Alto do Moura, maior centro de arte figurativa do Brasil, e que foi ninho de grandes artistas do barro como mestre Vitalino, seus filhos, mestre Galdino e muitos outros.

Acesse: www.youtube.com/tvrota232 ou passe um zap para 81 9.99892523

 

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Amigos vocês sabem quantas pessoas ficaram no meio do caminho?

Muitas!

Mas nós fomos abençoados e estamos aqui no último dia de mais um ano e assim só nos resta agradecer. Agradecer a Deus pela vida, agradecer aos amigos pela companhia e pelos conselhos, agradecer aos clientes pelos negócios realizados, (mesmo que não tenham sido àqueles que idealizamos e sonhamos), agradecer à família pela compreensão e amor para conosco.

Por fim devemos agradecer também a nós mesmos por tudo que fizemos de bom para garantir a felicidade dos que com a gente convivem e até de muitos que nem sequer conhecemos, porém contribuímos para a melhoria de suas vidas.

Tem pessoas que entram nas nossas vidas e passam apenas alguns minutos, outros uma hora, muitos um dia, já outras passam meses e anos e uma boa parte ficam conosco por uma eternidade, o importante é sabermos o tipo de relacionamento que tivemos com cada um, porque nós somos abençoados para abençoar. De nada adianta sermos abençoados se guardarmos as bênçãos para nós mesmos. Precisamos compartilhar, repartir, dividir, somar, misturar e tudo isso com o objetivo de transformar a vida do outro para melhor.

Se você agiu assim, então agradeça a você também pelo seus crescimento e pelo seu comportamento, olhe-se no espelho e diga obrigado por eu ser essa pessoa que estou vendo na minha frente. O espelho nunca mente ele mostra quem você é e tudo que você fez e faz. Assim se for para pedir alguma coisa nesse último dia do ano, peça para os outros e a única coisa que você pode pedir para você é perdão.

Vamos ao novo anos e que Deus continue nos abençoando, até chegar o dia de descermos da estação da vida, até lá vamos aproveitar as outras estações, 2019 é a próxima já estamos vendo a “plataforma” e já nos preparamos para a aterrissagem. A todos uma boa viagem.

Por Tomaz de Aquino
jornalista, corretor de imóveis e escritor

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