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Por Tomaz de Aquino
jornalista e artista plástico

Agora vai se misturar ao barro novamente, do pó veio e ao pó retornará. Essa é a sina SEVERINA de Severino Vitalino, toda a sua vida feita no barro e de barro.

Retirando, amassando, modelando, confeccionando, misturando e criando, do mesmo jeito que Deus criou ADÃO, não apreendeu a dar o sopro da vida às suas criações, mas deu vida a sua história e tornou as suas peças conhecidas mundialmente, seguindo os mesmos caminhos feitos pelo seu pai o Mestre Vitalino.

Tanto barro, tantas formas, tanta vida!

78 anos entre o começo e o retorno, entre o nascimento e a morte, entre o caminhar entre os deuses do barro, mesmo sendo de barro, mesmo fazendo gente de barro, mesmo tornando ao barro.

Quando do fim de sua ultima viagem e se misturar ao barro do alto do moura, e voltar a ser barro nas mãos dos outros vitalinos, quando for retirado das beiras dos rios, das minas dos barros onde vai ser depositado e por onde correrá, escorrerá e se acumulará, quando a chuva lavar a sua terra e transportar os seus últimos elementos argilosos, voltará ser barro e do barro será retirado e transformado numa nova peça que ficará exposta e ali a sua alma reviverá silenciosa, como foi silenciosa e calma a sua vida, como é geralmente a vida de todos os mestres.

Agora não é mais morte e vida severino, é vida e morte Vitalina.

Deixo aqui abaixo, o excelente texto do amigo Walmiré Dimeron, membro do Instituto Histórico de Caruaru….bem como as fotos  de seu belo texto:

A VIDA VITALINA DE SEVERINO

Sorriso tímido e discreto, mas cheio de generosidade, paciência e resignação. Nunca mais os visitantes da Casa-Museu serão recebidos com tamanho aconchego.
Enlutada, a arte popular brasileira se despede de um dos seus representantes mais autênticos.
Severino, no exercício do seu ofício, foi um resistente, recusando-se a ceder aos modismos. Tomou para si a responsabilidade de manter viva a memória artística do pai, famoso no mundo inteiro, esmerando-se em reproduzir fielmente os temas criados por ele, para manter, à duras penas, a prole numerosa, repetindo também dessa forma, o mesmo destino do pai.
Durante quase vinte anos fomos companheiros de trabalho, sem nenhuma queixa, aborrecimento e, creio, nenhum ressentimento, muito mais por sua resignação do que por meu excesso de preciosismo em manter intocável cada frágil objeto da casa que nunca deixou de ser a sua e que mantinha com carinho desmedido.
Das inúmeras lembranças, elejo uma como a mais tocante: na abertura da exposição: Arte do barro e o olhar da arte |Vitalino e Verger, no Recife, iniciando as celebrações do Centenário do seu pai, me deparei com ele, sozinho, diante de um grande painel, em silêncio, contemplando a si mesmo, num dos mais ternos registros fotográficos de que tenho notícia: o menino Severino moldando seu boizinho na janela do casebre em que vivia a rude infância e também os melhores anos de sua vida.
Deixei-o quanto pude em sua contemplação solitária e depois me aproximei, indagando o quanto de memórias aquela foto lhe trazia. Seus olhos marejaram e os meu também. Selamos aquele encontro num abraço fraterno e saímos dali meninos, em busca das outras cenas vitalinas que Pierre Verger eternizou.
Nelson Barbalho afirmava que no céu havia um “céuzinho” só de Caruaru. Também acho que existe e, dentro dele, um outro, de barro, onde campeiam bois coloridos, cavalos majestosos e girafas amarelas. Guarnecendo a entrada, dois fabulosos bois do seu pai: um zebu e um nelore.Ali, Severino com seu tabuleiro de bonecos chegará. Vitalino e seus filhos Antonio e Maria serão seus grandes anfitriões, seguidos de Zé Caboclo, Eudócio, Zé Rodrigues, Ernestina, Galdino, Elias Francisco e tantos outros que farão grande celebração.
Escrevo essas mal traçadas contemplando um dos seus bois daqueles “bem fornidos” e “bem queimados” que guardarei com muito carinho.
Meu abraço, meus aplausos.

 

Paulo Sales advogado e escritor

Dentre os 27 Estados do Brasil, Eis tu Pernambuco que amo tanto, Banhado pelo oceano Atlântico. De tão belo encanto. Em seu território Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Forma o arquipélago de perfeita definição.

Uma das regiões mais antigas da América Portuguesa, Que de tanta fonte natural, foi à capitânia de mais riqueza. Seu povo forte e determinado fez sua história, Da batalha dos Guararapes a insurreição Pernambucana. Berço de movimentos de caráter nativistas, E seus ideais libertários. Terra de artistas.

Cantores, poetas e poetizas. Suas pontes, seus casarões, Seu rio, seu céu e seu mar, São lindos de se ver e preciso parar, Para tudo admirar. Terra da dramaturgia, Nelson Hungria, Arte por toda a parte, Alceu, Gonzaga, Bezerra da Silva. Chacrinha, frevo e maracatu, Vitalino e mestre Salú. Pernambuco de caruaru, De sua feira cantada em versos e prosas, Pernambuco de Olinda, linda.

De Arcoverde e de Palmares. De Vaqueiro, do sertão e da seca. Pernambuco da fé, De dom Helder Câmara, Da igreja da Sé. Oh! Estado amado, Que mesmo quando a idade se fizer avançar, E talvez não esteja mais lúcido, Não deixarei de admirar meu Estado de PERNAMBUCO.

A poesia é uma forma que Paulo Sales encontra para se comunicar com o mundo sem as amarras do “juridiquês”e sem as formalidades das bancadas e dos processos advocatícios.

Coma poesia ele preencheu um espaço na sua alma,consequência de uma perda irreparável e insubstituível, onde só com a expressão poética se consegue continuar transmitindo o que se tem de melhor, o que se deseja e o que se busca para si mesmo e para todos aqueles com quem se convive.

No seu livro Versos e Prosas, Paulo Sales desnuda a sua alma, rasga as suas entranhas com o corte cirúrgico das frases, desfiando cada fibra de seu coração generoso, preocupado com àqueles a quem defende, mas também mostra a força de seus sentimentos que explodem em palavras lançadas como flexas sobre todos os que não dão a sua contribuição para melhorar a vida das pessoas.

Paulo, que no Grego significa “pequeno” “manco”ao referir-se ao décimo terceiro apóstolo Paulo de Tarso que transformou a sua vida após um encontro com Jesus e assim também aconteceu com o nosso Paulo que é pequeno em humildade, mas grande e forte em se doar às letras, à poesia e ao compromisso de servir.

Você vai poder participar desse momento único ao lado de “Paulo de Sales” (de) grifo nosso, que vai acontecer no dia 04 às 16 horas, nas dependências do MAC – PE, na rua 13 de maio, 123 – varadouro – Olinda.

Mais informações ligue: 997883935.

Amigos vocês sabem quantas pessoas ficaram no meio do caminho?

Muitas!

Mas nós fomos abençoados e estamos aqui no último dia de mais um ano e assim só nos resta agradecer. Agradecer a Deus pela vida, agradecer aos amigos pela companhia e pelos conselhos, agradecer aos clientes pelos negócios realizados, (mesmo que não tenham sido àqueles que idealizamos e sonhamos), agradecer à família pela compreensão e amor para conosco.

Por fim devemos agradecer também a nós mesmos por tudo que fizemos de bom para garantir a felicidade dos que com a gente convivem e até de muitos que nem sequer conhecemos, porém contribuímos para a melhoria de suas vidas.

Tem pessoas que entram nas nossas vidas e passam apenas alguns minutos, outros uma hora, muitos um dia, já outras passam meses e anos e uma boa parte ficam conosco por uma eternidade, o importante é sabermos o tipo de relacionamento que tivemos com cada um, porque nós somos abençoados para abençoar. De nada adianta sermos abençoados se guardarmos as bênçãos para nós mesmos. Precisamos compartilhar, repartir, dividir, somar, misturar e tudo isso com o objetivo de transformar a vida do outro para melhor.

Se você agiu assim, então agradeça a você também pelo seus crescimento e pelo seu comportamento, olhe-se no espelho e diga obrigado por eu ser essa pessoa que estou vendo na minha frente. O espelho nunca mente ele mostra quem você é e tudo que você fez e faz. Assim se for para pedir alguma coisa nesse último dia do ano, peça para os outros e a única coisa que você pode pedir para você é perdão.

Vamos ao novo anos e que Deus continue nos abençoando, até chegar o dia de descermos da estação da vida, até lá vamos aproveitar as outras estações, 2019 é a próxima já estamos vendo a “plataforma” e já nos preparamos para a aterrissagem. A todos uma boa viagem.

Por Tomaz de Aquino
jornalista, corretor de imóveis e escritor

A cidade de Gravatá já conhecida pelas reservas ecológicas, Serra do Contente com 200 ha e Jussaral com mais de 500, ganha agora o Parque Karawá Tã ou karawatá, original em Tupi da palavra indígena croatá, crauatá ou carauatá e que significa planta que fura.

Com um 1,6 mi (um milhão e seiscentos hectares de área de preservação) o espaço vai oferecer atividades de convivência com a natureza, esportes de aventura, treinamento cooperativo e educação ambiental. Além de servir de pontos de visitação e também de estudos e pesquisas para professores e alunos.

O contrato para a implantação do novo parque de Gravatá foi assinado com financiamento do Banco do Nordeste e as obras terão início em janeiro.

Uma parte da área será resrevada para implantação de condomínios residenciais o que vai impulsionar o mercado imobiliário de alto padrão.

O parque vai ajudar a promover o turismo ambiental e será mais um espaço para a população local encontrar alternativas econômicas buscando cursos e treinamentos a fim de se qualificar para conquistar as vagas que serão oferecidas.

Para mais informações acesse: www.tomazcorretor.com.br/perguntaqui ou passe um zap para 81 9.99892523.

 

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A cidade de Gravatá, localizada a 85 Km da capital se destaca pelo seu clima de montanha, pelos seus belos chalés em estilo suiço, por uma rica gastronomia, e também pelos seus haras de criação de cavalos de raça, plantio de flores, fabricação de móveis rústicos e um celeiro de artes e cultura, além de uma paisagem deslumbrante.

Gravatá também atrai muita gente pelos grandes eventos que realiza, particularmente na Semana Santa, no São João e agora com o seu Natal de Luz e Paz.

Dessa forma tornou-se um dos mais importantes points turístico não de Pernambuco, mas de todo Nordeste e assim nascem muitos privês, conjuntos residenciais para todas as faixas sociais, desde o Minha Casa Minha Vida, até Alto Padrão.

Essa semana mais um empreendimento imobiliário chega a a cidade para atender o público de renda baixa e média como é o caso do Residencial Cantinho da Serra, que oferece 05 (cinco casas) com dois (02) quartos, suíte, cisterna de 6 mil litros de água, próximo do centro da cidade o que garante que os trabalhadores de uma maneira geral também são atendidos no quesito moradia.

As casas serão comercializadas a partir de R$ 130 mil, financiadas pela Caixa Econômica Federal.

Para mais informações acesse: www.tomazcorretor.com.br/perguntaqui ou passe um zap para Tomaz 81 9.99892523

 

O jornalista e artista plástico Tomaz de Aquino Inicia a confecção de um painel de 2,0m x 3,0 com uma coleção de 14 pássaros do Nordeste em cerâmica de 46 x 46 cm, pintadas com acrílica sem queima, para decoração interna da sala de um hotel no Sertão.

O primeiro é um bem-te-vi, depois virão outros como Concriz, Galo de Campina, Gibão de Couro, Sanhaçu, Vaqueiro entre outros.

Todos os pássaros serão publicados e compartilhados com todos aqui no site da Rota 232

Acesse: www.rota232.com.br ou passe um zap pra gente:81 9.99892523

Paulo Sales advogado e escritor

Paulo Sales
advogado e escritor

Passagem de Ano De repente, e quase por acaso, Findou mais um ano, Como passou rápido. Mas o último dia do calendário, Não é o último dia do tempo.

(No dizer de Carlos Drummond) Pessoas queridas partiram, Outras chegaram, anunciando o milagre da vida.

Numa roda-viva imutável. Muitos celebrarão suas conquistas, Outros tentarão esquecer suas decepções, Sonhos que desistiram de sonhar, Mas todos clamarão por dias melhores.

A velocidade é inimiga e irreparável, A urdir a eternidade silente, Que prefere sempre seguir, implacável, Como um pecado da juventude… Buscamos a todo instante, Conquistar sempre mais do que necessitamos, Desperdiçando todo o nosso tempo, Conjugando o verbo ‘ter’ ou ‘ser’, Como uma febre que queima e arde, Sempre em primeira pessoa.

Pondo de lado as mãos limpas e mentes conscientes, Alimento indispensável para o resto dos dias. E, o maior bem a ser deixado em testamento. E o tudo passa, Como tormenta, E, o que não foi feito faltará, O ano findou. Nossos filhos cresceram, Mas não vimos sua infância, Nem tampouco seus gritos, Ou achamos que presenciamos, Mas não conseguimos lembrar momentos, Que não foram registrados em fotografias.

Nesta luta do ter e do ser, Esquecemos que somos amados, Simplesmente amamos também, E nessa omissão, irremediável está. Mas a saudade nos trará uma cabeça em aflição.

Enquanto no Brasil as mulheres querem crescer o “bum bum” na Tailândia a preocupação é crescer o pescoço. Com a implantação de colares o pescoço vai esticando e em muitos casos chega a ficar com mais de 20 cm o que chama a atenção de visitantes e e quem vê as fotos.

Para prestar uma homenagem a essas mulheres o jornalista e artista plástico Tomaz de Aquino pintou uma jarra feita especialmente para retratar esse modelo de deformação corporal que se integra à cultura da região. Aproveitando o outro lado da jarra foi pintada uma flor em homenagem a arte da Indonésia.

A Jarra está disponível para venda na Galeria Rota 232 que fica na rua 15 de novembro 1171, N. S. das Graças – Gravatá/PE ou pode pegar mais informações no zap 81 9.99892523.

Na nossa vida é sempre assim partimos do “nada” em busca de um objetivo seja pessoal ou profissional. De repente temos uma ideia de um projeto, de um passeio, de um relacionamento e começamos a colocar em prática tendo na cabeça o que queremos e desejamos alcançar para nossa vida.

Quando vamos pintar o quadro em geral o processo é o mesmo: a ideia, o projeto, a execução e ao resultado!

Vejam esse trabalho, o tema era simples uma senhora na cozinha, mexendo numa panela que exala a fumaça mostrando que há vida naquele quadro e muitos acessórios que mostram uma cozinha típica do interior. Esse foi o tema sugerido pelo nosso cliente a partir de uma foto da avó dele na cozinha da casa que eles ainda têm na Paraíba.

A meia porta que ele enviou para que o trabalho fosse realizado sobre ela era do antigo galpão de cereais de seu pai e media 1, 50 x 1,00 toda em tábuas de sucupira com quase duzentos anos de idade.

Ou seja não é só um quadro é uma história. É isso que devemos ter em mente não apenas fazer alguma coisa, mas contar uma história. Então aproveite o finalzinho de 2018 e conte a sua história…acesse: www.youtube.com/tvrota232 e veja muitas histórias interessantes que podem inspirar você a fazer a diferença em 2019.

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