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O Partido Republicano de Charles Souza e Arnaldo Souza vai para a coligação de Joaquim Neto por determinação do deputado federal Inocêncio Oliveira.

Isto gerou uma crise no partido em Gravatá tendo em vista que havia um compromisso de irem para Bruno Martiniano uma vez que Charles Souza seria o vice do candidato petebista e isso foi acertado co o deputado federal e presidente estadual da legenda Inocêncio oliveira.

Com a escolha de Bruno Martiniano de Rafael Prequé para ocupar a vaga de vice, isto causou enorme transtorno nos planos de Arnaldo Souza que é o presidente da legenda republicana em Gravatá e de Charles Souza que é o vice presidente.

Com essa decisão do deputado federal Inocêncio Oliveira de levar o partido para o ninho tucano é preciso saber qual será a opinião dos pré-candidatos a vereador do partido. Já estavam inscritos e aceitavam uma aliança com Bruno Martiniano os seguintes pré-candidatos; Valéria do CDL, Valdinho Tricolor, Rafael do Supermercado, Pedro Paulo, Heleno Mototaxi e Maria Nete.

Agora o processo volta a estaca zero e é preciso rediscutir com quem os pré-candidatos a vereador querem ficar, se com Bruno Martiniano ou com Joaquim Neto o que vai acontecer ainda hoje, depois da reunião de Arnaldo Souza com os pré-candidatos.

Porém, independente de qualquer decisão que venha a ser tomada uma coisa certa Charles Souza ou Charles do Atacadão já decidiu: vai ficar neutro. Não apóia mais Bruno Martiniano e para Joaquim Neto não vai de jeito nenhum.

No que diz respeito a posição de Arnaldo Souza é possível que também fique neutro e entregue a Joaquim Neto apenas a legenda do PR, sem presidente, sem vice e sem candidatos a vereador. Uma coisa meramente cartorial para que Joaquim Neto possa nomear uma nova comissão provisória para o partido em Gravatá.

Este é o triste retrato em preto e branco do PR de Gravatá, vítima de uma política que não privilegia a palavra dada. Que faz uso de acordos nas caladas da noite e que faz o pior tipo de política que possa existir.

Hoje, 02 de julho, será de fato o retorno do prefeito Ozano Brito à prefeitura de Gravatá.

Passadas as comemorações do período junino a vida do gravataense volta à normalidade, a sua rotina. Evidente que neste ano, particularmente, teremos a eleição e isto vai mexer com a vida do município, cujo povo é literalmente “doido” por política.

É provável que Ozano Brito não se envolva de forma direta na campanha, como fez Aluízio Lorena no ano de 2000, que aparentemente ficou neutro, mas nos bastidores apoiou as candidaturas de Luiz Prequé e de Arão Lins.

No processo atual Ozano Brito está apoiando a candidatura de Bruno Martiniano que é o seu preferido para ocupar a prefeitura a partir de janeiro de 2013. Entretanto, a preocupação maior de Ozano Brito vai ser com a gestão, com a conclusão de seu mandato.

Problemas urgentes continuam a afligir a população: falta de moradia, falta de saneamento, de transporte escolar, de uma saúde melhor equipada, de infra estrutura básica como estradas e acessos, pavimentação, etc., Ozano terá a oportunidade de entregar ao seu sucessor uma prefeitura enxuta com projetos executivos bem definidos.

Como ele disse várias vezes que poderia sair como mau administrador, mas não sairia como mau caráter, então ele vai continuar com a mesma postura que adotou desde o início da gestão: responsabilidade, transparência, honestidade, mas acima de tudo respeito as pessoas.

Esta foi a grande marca dessa gestão.

Muita gente ficou se questionando porque Joaquim Neto trouxe de volta Danilo Melo que estava com Ozano Brito para o seu palanque como candidato a vice na sua chapa.

A resposta é simples: Danilo Melo foi o seu vice durante quatro anos, numa eleição que foi vitoriosa a de 2004 e este efeito psicológico é que influenciou na escolha do peemedebista para a composição da chapa tucana.

Além disso Joaquim Neto ficou enfraquecido com o apoio de Eduardo Campos a Bruno Martiniano e então Joaquim Neto vislumbrou uma oportunidade de impedir a vinda de Eduardo Campos a Gravatá para pedir votos para Bruno Martiniano e Rafael Prequé ficando do lado do mais novo aliado de Eduardo Campos – o PMDB – ou seja, Jarbas Vasconcelos e Raul Henry.

Joaquim Neto que não teve espaço do grupo do governador busca agora uma reaproximação com seus antigos aliados: Jarbas, Dorany e companhia, com o objetivo de dificultar o apoio declarado de Eduardo a campanha petebista. Isto significa que tem arranhões na relação Joaquim Neto – Sérgio Guerra, pois Sérgio Guerra quer ver tudo, menos Jarbas Vasconcelos ao lado de Joaquim Neto em Gravatá.

Assim Joaquim Neto consegue um senador (Jarbas) para se contrapor a Armando Monteiro que recebeu apoio de Joaquim Neto. O apoio de Joaquim Neto a Armando foi um tiro que saiu pela culatra.

Vamos ver se essa articulação dá certo e se Jarbas e Raul vão conseguir impedir Eduardo campos de apoiar abertamente Bruno Martiniano e Rafael Prequé.

Esta sem dúvida será a eleição mais difícil da vida de Joaquim Neto e ele terá que enfrentar 14 obstáculos.

Em primeiro lugar porque volta a enfrentar um adversário que já é por demais conhecido (Bruno Martiniano) a quem já derrotou por mais de uma vez. Todos sabemos quem em política “A Fila anda”. Há fadiga de material e o povo resolve mudar.

Em segundo lugar porque ele está sem a prefeitura.

Em terceiro lugar ele não conseguiu o apoio do governador Eduardo Campos (PSB) para o seu palanque e só ficou com Ana Pontual do PSB, porque o restante Fernando Resende e os Prequés foram para Bruno Martiniano e colocaram Rafael Prequé na vice.

Em quarto lugar já público e notório o apoio de Ozano Brito a campanha de Bruno Martiniano com a ida de todos os seus aliados para o palanque petebista. Foram todos: vereadores, suplentes e pré-candidatos do PCdoB, PTdoB, PTN, PTC, PT, PSD, PPS para a chapa Bruno e Rafael. A única exceção ficou por conta do PMDB e do PDT.

Em quinto lugar perdeu um apoio importante e significativo que foi o de Júnior de Paulo (PRP) que optou por lança a sua esposa como candidata a prefeita de Gravatá. Todos sabemos da força do presidente da Câmara e do trabalho que ele vai dar nessa campanha. Ainda não podemos afirmar de quem ele vai tirar mais votos se de Joaquim Neto ou de Bruno Martiniano.

Em sexto lugar não evitou o lançamento da candidatura de Charles da Madeireira com uma negociação que passava pela vaga de vice da sua chapa.

Em sétimo lugar vai fazer emergir todas as insatisfações das pessoas que não foram atendidas por ele quando prefeito, o que é natural, porque ninguém agrada a todo mundo, mas tem uns que são mais agradados do que outros.

Em oitavo lugar perde e muito na quantidade de candidatos ao pleito proporcional de 2012, bem diferente de 2004 quando era prefeito e de 2008 quando lançou o seu sucessor Ozano Brito que agora apóia Bruno Martiniano, mesmo que não seja de forma aberta.

Em nono lugar porque a única eleição que Joaquim Neto ganhou foi quando disputou a reeleição como prefeito, com a máquina administrativa na mão e com o governo do estado que era Jarbas Vasconcelos.

Em décimo lugar porque quando lançou Ozano Brito em 2008, o PTB e o PSB estavam brigados e isso impediu uma campanha com mais força do que teve, em função da divisão entre Prequé e Bruno que agora estão juntos.

Em décimo primeiro lugar porque Alberto Feitosa não trouxe o PR para o seu palanque e nem impediu o governador Eduardo Campos de se envolver na campanha de Gravatá permitindo o lançamento do vice do PSB na chapa de Bruno Martiniano.

Em décimo segundo lugar porque de nada adiantou o apoio que Joaquim Neto deu a Eduardo Campos para governador, se afastando da sua base tradicional: o PMDB, o DEM e entrando numa aventura que em nada resultou.

Em décimo terceiro lugar e do mesmo jeito que não deu em nada o seu apoio a Eduardo Campos, em nada deu também o seu apoio a Armando Monteiro Neto para senador. De que serviu? Não impediu do senado entrar pesado na campanha de Bruno Martiniano e colocar a máquina do PTB à disposição de Bruno Martiniano, contratando agência de propaganda, jornalista, marqueteiro, tudo para ajudar Bruno a conquistar a prefeitura de Gravatá.

Em décimo quarto lugar, não existe campanha sem financiadores e esta campanha de Gravatá vai ser a mais cara da sua história. Quem quiser ser candidato a prefeito com alguma chance de ver o seu nome crescer, vai ter que botar uma boa verba para fora: no mínimo R$ 2 milhões, isto só para arriscar.

Com certeza será o grande desafio de sua vida vencer contra tudo e contra todos. Vencendo será a sua consagração como o maior líder político da história de Gravatá em todos os tempos. Perdendo resvalará para a vala dos políticos comuns que só ganham quando estão com o poder na mão.

Portanto, são 14, pontos que Joaquim Neto terá que superar para poder mais uma vez dirigir os destinos dos gravataenses, isto é,  ou o Tucano come o Gato de uma vez,  ou o Gato vai arrancar as penas do Tucano uma por uma durante quatro anos.

A Vice e mais três secretarias

Dizem que a negociação de Júnior de Paulo PRP com Joaquim Neto PSDB não deu certo por que Joaquim Neto não aceitou o pedido de Júnior de Paulo que foi: a vice prefeitura para colocar sua esposa Sheila Cartaxo e mais três secretarias. Alguns aliados de Joaquim Neto estão muito chateados porque queriam que Joaquim Neto cedesse, pois temem a força de Júnior de Paulo na eleição.

PDT insatisfeito

Se for verdade que o prefeito Ozano Brito está influenciando a adesão de aliados seus, inclusive do PSD para comporem com Bruno Martiniano, isto vai gerar insatisfações na legenda pedetista, pois os seus líderes procuraram Ozano Brito quando ele desistiu de ser candidato e ele deu a palavra dele de que não interviria na escolha de ninguém, ou seja, todos estariam liberados para tomarem a decisão que melhor lhes conviesse. Poderiam apoiar qualquer candidato.

Entretanto, segundo pessoas que participaram das reuniões do PSD, não foi isso o que o prefeito fez e informaram que o prefeito indiretamente mostrava a sua preferência por Bruno Martiniano, facilitando a adesão de vereadores de seu partido ao candidato petebista. Como exemplo cita o vereador Agostinho que nem queria Bruno e nem Joaquim Neto e já apoiava Charles da Madeireira, segundo publicado no Portal GN e agora está com Bruno Martiniano.

Como fica o PR?

Os irmãos Charles Souza e Arnaldo Souza não conseguiram atingir os seus objetivos que seria o de um deles ser candidato a vice-prefeito: Charles Souza de Bruno Martiniano e Arnaldo Souza de Joaquim Neto, depois que Ozano Brito desistiu. Mas nem aconteceu lá no PTB que escolheu o PSB de Luiz Prequé e nem cá no PSDB que escolheu mais uma vez Danilo Melo.

Resta agora a pergunta: como fica o PR? Os dois vão caminhar juntos? Vão ficar com o mesmo candidato? Cada um vai para um lado? Ainda não sabemos, vamos aguardar.

Charles da Madeireira articula

Consciente de que pode somar mais um ou dois partidos na sua coligação e assim sair do isolamento, o empresário Charles da Madeireira não dorme a dois dias e está numa articulação frenética para ampliar as suas chances de vitória. Está neste momento negociando com Júnior de Paulo e Sheila Cartaxo e também procurando contato com Charles do Atacadão e com Arnaldo Souza.

Essa é uma oportunidade que ele não quer perder de jeito nenhum.

Concluídas as convenções de todos os partidos podemos agora desenhar com alguma exatidão o novo cenário político de Gravatá, embora ainda possam ocorrer mudanças até o dia cinco de julho.

No dia 29 foram realizadas as convenções do PSC de Charles da Madeireira e do PTB de Bruno Martiniano e no dia 30 foi a vez dos partidos PSDB de Joaquim Neto e Júnior de Paulo do PRP. Estou citando esses quatro partidos porque foram os que lançaram candidatos a prefeito para as próximas eleições.

O PSC de Charles da Madeireira

O Partido Social Cristão – PSC – nº 20, lançou o empresário Charles da Madeireira como candidato a prefeito tendo na vice a ambientalista e artista plástica Silvia Gonçalves. O partido conta ainda com mais de 20 candidatos proporcionais entre os quais destacamos: Sandro Eletricista, o humorista Babalu, Joab Motos, Zé gago, Joãozinho do Acordeom.

O PTB de Bruno Martiniano

O Partido Trabalhista Brasileiro – PTB – nº 14, lançou o filho do ex-prefeito Sebastião Martiniano Lins, Bruno Martiniano, como candidato a prefeito tendo na vice o filho do ex-prefeito Luiz Prequé, Rafael Prequé e uma coligação que conta com os partidos: PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PcdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PV, PSDC e PPS somando 13 legendas.

O PSDB de Joaquim Neto

O Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB – nº 45, lançou mais uma vez a chapa que dipsutou em 2004 e foi vitoriosa tendo na cabeça o ex-prefeito Joaquim Neto e na vice o ex-vice prefeito Danilo Melo. Da coligação fazem parte os seguintes partidos: PSDB, PDT, PMDB, PSL, PRTB, PHS, PPL, PNM, DEM, perfazendo um total de nove legendas.

O PRP de Júnior de Paulo

O Partido Republicano Progressista – PRP – nº 44, lançou a estudante de Direito Sheila Cartaxo como candidata a prefeita do município, sem ter ainda um nome para compor a sua chapa. O PRP sai sozinho também para proporcional.

Partidos que estão independentes:

O PR – Partido Republicano de Charles Souza do Atacadão e de Arnaldo Souza do Cesta Básica e o PP de Marcone Bezerra.

Este é o flash desse momento. Amanhã pode haver mudanças.

Com a proximidade da eleição nós vemos que várias famílias estão divididas com relação aos candidatos que vão apoiar.

Vão aí alguns exemplos:

1 – Seu Arão Lins e seu filho Zé Ricardo apóiam Bruno Martiniano. Já Arãozito e Paulinho apóiam Joaquim Neto.

2. O presidente do PPS Eliseu Vieira apóia Bruno Martiniano enquanto que sua filha Taciana e seu genro Wellington apóiam Joaquim Neto.

3. Charles do Atacadão do PR apóia Bruno, seu irmão Arnaldo Souza deve apoiar Joaquim Neto.

4. Ana  Pontual apóia Joaquim Neto, seu irmão Carlinhos apóia Bruno Martiniano.

Ainda existem vários outros casos de membros da mesma família apoiando candidatos diferentes, mas isso não significa que eles estejam se odiando, brigando, discutindo, de jeito nenhum. Pelo contrário, eles estão unidos, continuam convivendo e dando um exemplo aos eleitores de Gravatá que podem apoiar candidatos diferentes sem se odiarem, sem brigarem.

Fazendo uma campanha de paz, de harmonia e de tranquilidade.

Vamos fazer desta eleição um exemplo de cidadania e não de selvageria e primitividade.

A todos uma boa eleição.

Ontem informamos que o nome de Júnior de Obras estaria na lista de desfiliação do PPS, mas não está.

Júnior de Obras é candidato a vereador pelo PPS ao lado de Bruno Martiniano.

Aproveitando as homenagens a Luiz Gonzaga o Rei do baião pegamos o trecho clássico acima da música dele e aplicamos aqui em Gravatá, pois serve muito bem para ser parafraseado e cantado assim: Resende respeita Luiz Prequé.

Confirmando-se a indicação de Rafael Prequé para vice de Bruno Martiniano fica clara a vitória de Luiz Prequé sobre o vereador Fernando Resende que tentou a todo custo ser o vice de Bruno Martiniano e era o preferido do candidato petebista.

Mas na política nem sempre prevalece a vontade e a lógica e sim os interesses e as articulações e nesse momento as de Prequé que deve sair  para vereador são mais fortes do as de Resende.

Prego batido e ponta virada o vice do candidato do PSDB é Danilo Melo, será a repetição da chapa vitoriosa de 2004. Joaquim Neto e Danilo Melo.

Desfiliação em Massa do PPS

Eliseu Vieira tomou a decisão de se aliar a Bruno Martiniano sem discutir com os candidatos da legenda essa adesão.

Resultado: Maria da Saúde, Sílvia de Mandacaru, Júnior de Obras, Neguinho do Conselho, Mário Alves e Arãozito, filho de seu Arão Lins que está apoiando Bruno, levaram a lista com as suas desfiliações até o presidente do PPS,  Eliseu Vieira.

Além disto,  este grupo de pré-candidatos que não vão mais disputar a eleição decidiram em bloco apoiar a candidatura do ex-prefeito Joaquim Neto e Danilo Melo do PSDB.

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