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No treinamento que vou ministrar no dia 26 de abril, em Gravatá, sobre Oratória, Liderança e Empreendedorismo, trato em um dos temas da criação de uma identidade positiva, que passa pela transformação pessoal e pela mudança de comportamento, assim no quesito parcerias que envolve relacionamentos, você vai ter as condições de fazer bons negócios, criar amizades duradouras e conviver bem com as pessoas.

Temos a síndrome dos porcos espinhos da era glacial e assim precisamos a aprender a conviver com as pessoas sendo verdadeiros, éticos e honestos.

Hoje em dia todos nós de uma maneira geral, não aceitamos nenhuma crítica, não admitimos nenhum erro e não pedimos nenhuma desculpa. Atualmente, o certo vira errado e o errado vira certo.

A maioria dos relacionamentos acabam de forma tão rápida como quando começaram. O conceito de “amigo” virou um clique no botão adicionar amigos do facebook ou outro programa de relacionamentos sociais.

Quando se trata de relacionamentos amorosos não existe mais o tempo, a durabilidade, a constância, tudo isso deu lugar a troca, a substituição, a flexibilidade. Na família não é diferente, pais e filhos não se entendem e se afastam, muitas vivendo como inimigos.

Esse é um mundo que privilegia o egoísmo, o centralismo, a vaidade, a busca incessante pelo elogio, pelas homenagens e, acima de tudo, pelo poder em todas suas formas: sociais, econômicas e políticas.

Não aceitamos mais conviver com os defeitos dos outros, só queremos as virtudes e levar vantagem sempre. Como diz o livro de Eclesiastes esse é o mundo da vaidade onde tudo é vaidade. Somos intocáveis, perfeitos, bonitos, ricos, e muitas vezes fazemos isso de forma falsa pois não somos nada do que aparentamos ser.

Por isso, na minha palestra como sair do anonimato um dos temas trata da formação da nossa identidade. Da manutenção da nossa imagem real e não representativa, da verdade como fator de estabilidade dos relacionamentos e da honestidade como moeda de troca para a convivência com os outros.

Aprender a ter uma identidade verdadeira é o primeiro passo para recuperarmos a tolerância, principal elemento da composição de um relacionamento que tende a ser duradouro em função da compreensão de que todos nós temo que ceder e aceitar o outro como ela é.

Sempre lembro da fábula do Porcos Espinhos que agora trago para você. Leia e tire daí lições para melhorar seus relacionamentos, sua vida e a vida dos que convivem com você.

Tenham todos uma boa semana.

A Fábula do Porco-espinho.

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.

Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.

Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.

E assim sobreviveram.

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