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Os dois não podem perder. Mas só um vai subir as escadas da prefeitura no dia 01 de janeiro de 2013.

Para analisar as chances de cada um devemos iniciar fazendo uma avaliação do perfil do eleitor de Gravatá. Pesquisas comprovam que a maioria do nosso eleitorado é jovem 17 a 29 anos, que a maioria absoluta é pobre, a família tem renda até 2 salários mínimos, a maioria é desempregada e, pasmem, a grande maioria não é de família tradicional de Gravatá, ou seja são de pessoas de outras cidades que vêm para Gravatá.

Já a população mais velha que é minoria, tem raízes em Gravatá, a maioria é da área rural e o voto é mais consistente, sem muitas mudanças durante o processo eleitoral.

Olhando pelo ângulo do eleitorado geral o candidato Joaquim Neto leva vantagem na população mais velha e Bruno Martiniano leva vantagem na população mais jovem, porém nenhum dos dois tem maioria absoluta, seja numa faixa etária ou na outra.

Enquanto Joaquim Neto  é o candidato das famílias mais tradicionais de Gravatá e visita estas famílias com freqüência, Bruno Martiniano trabalha mais na juventude, o que não garante um voto consolidado.

A prova disso é a última eleição de deputado estadual onde Joaquim Neto teve 13 mil votos, quase a totalidade dos votos das famílias gravataenses e Bruno Martiniano apenas 10 mil e poucos votos, o que não representa nem a metade dos votos dos jovens de Gravatá.

Quem acompanhou aquela campanha percebeu claramente essa diferença dos acompanhantes de um e de outro candidato, é só olharem as fotos e tirarem as dúvidas. O mesmo critério se aplica para a campanha de Ozano Brito.

Sendo assim quem tem a simpatia da família de Gravatá começa na vantagem.

Coligações Partidárias do PTB (13 partidos)

Analisando a próxima eleição pela força de cada uma das coligações podemos perceber que quantidade de partidos, não significa necessariamente maioria de votos.

O candidato petebista Bruno Martiniano conseguiu trazer para o seu palanque os seguintes partidos:

PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, se analisarmos sem emoção as duas chapas que foram formadas uma com PTB, PSB, PRB, PSD, PT, PV, podemos afirmar que esta tem uma certa força pelo nível dos candidatos que disputam a eleição para vereador. Já a outra chapa formada pelos partidos: PCdoB, PtdoB, PTN, PTC, PSOL, PSDC e PPS, conta apenas com Doca da Cavalhada que pode ser o mais votado desse grupo.

É bem verdade que em função do apoio do PSD que trouxe quatro vereadores eleitos, mais o PCdoB, o PRB e o PSB que trouxeram um vereador cada um perfazendo um total de sete vereadores eleitos, dá uma falsa aparência de força para o candidato majoritário do PTB.

Coligações Partidárias do PSDB (10 partidos)

Os partidos que coligaram com Joaquim Neto foram: PSDB, PDT, PMDB, PSL, PRTB, PHS, PPL, PNM, DEM. Em número de vereadores o PSDB perde feio para o PTB pois só conseguiu trazer dois vereadores eleitos sendo um do PSL e outro do PMDB, em contrapartida conseguiu o apoio do atual vice-prefeito do PDT.

O PSDB ainda pode conseguir o apoio do PP e do PRP o que eleva o número de partidos do candidato peessedebista para 12, praticamente empatado com o do PTB e se conseguir trazer o PSC de Charles da Madeireira, empatando em número de partidos.

Como sabemos que muitos partidos foram para Bruno Martiniano por orientação do prefeito Ozano Brito, temos a convicção de que a traição vai ser muito maior no lado petebista do que no peessedebista. Afinal, não podemos esquecer que para o candidato a vereador o que importa é a sua eleição, pois sem ela não terá força nenhuma e é por isso que vemos durante a campanha muitos vereadores dizendo: “Vote em mim e em quem quiser para prefeito”. Dificilmente vemos vereadores com coragem de casarem o voto e só quererem voto casado.

Este quadro deixa o voto muito vulnerável, muito exposto a negociação, a troca do candidato de última hora.

Aquele candidato a prefeito que tiver mais jogo de cintura, mais habilidade, mais espaço nas casas dos gravataenses com certeza vai ter mais vantagem. A pergunta é Qual a força de cada candidato a vereador nestas eleições. Tem alguns que acham que vão ter cinco mil votos e só terão 50. Logo, não dá para medir a força do candidato a prefeito pela força de sua coligação.

Amanhã analisaremos com relação ao tempo de rádio para o guia eleitoral de cada coligação.

E só incluiremos o PRP, o PP e o PSC nesta análise a partir de segunda feira quando definitivamente estiverem sido feitos os registros definitivos dos candidatos, porque aí saberemos quais destes terão candidatos majoritários. Visto que hoje mesmo tomamos conhecimento da desistência de Sheila Cartaxo do PRP.

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