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Leia na coluna Meio ambiente o artigo de Eliezer Andrade Santos sobre a Rio + 20.

Termina amanhã, dia 22, a conferência que trata de sustentabilidade, ou seja, tudo o que contribui para a melhora do meio ambiente no planeta. As críticas são muitas, mas os líderes de cada país não alteram o documento final da Rio+20. Os cientistas devem sair de pastas cheias de informações que servirão de comentários futuros.  O Secretário Geral da ONU, reconhece o fracasso das negociações como falta de ambição e o Embaixador brasileiro Luiz Alberto qualifica de incoerência exigir ambição sem colocar dinheiro sobre a mesa.  Muita discussão e pouca solução.  Conclusão:  terminará em farta mesa ao som de muito samba.

Hoje, enquanto tomava meu café, ouvia o meu velho TV 14” (até gostaria que fosse preto e branco), certo jornalista afirmava que os objetivos da conferência eram acabar com a miséria e fortalecer o desenvolvimento sustentável. Achei esquisito acabar com a miséria ou erradicar a pobreza porque a miséria aparece onde há sinais de pobreza.  Pelo menos acredito numa forma de minimizar a miséria. Por que?  Porque o verbo “erradicar” significa desarraigar, extinguir, arrancar pela raiz.  Lembrei, então, de um relato bíblico que fala de uma tal Maria, irmã de Lázaro, quando ungiu os pés de Jesus com um bálsamo precioso e caríssimo. Vendo aquilo, Judas Iscariotes disse: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?”   Sugestão com sentido lógico-racional, mas  Jesus lhe respondeu: “Deixa-a!… Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes”.  Não creio que Jesus estava querendo o sofrimento permanente da pobreza, mas esperava que o gênero humano não tivesse um coração endurecido, mão fechada, pensamento vil e espírito individualista e se ajudasse entre si, porque ninguém é dono de nada na terra.  Apenas administrador.

A verdade é que em todo o Brasil, milhares de pessoas vivem sobre os lixões.  A falta de vontade política está erradicando os pobres e não a pobreza, porque não há interesse num processo justo para redução das desigualdades.

A abertura desordenada com a expansão imobiliária e suas facilidades de crédito para aquisição de automóveis, móveis, eletrodomésticos, viagens etc, aparentemente se torna fator de crescimento  porque cresce o desejo de ter, mas ninguém atenta para o número de inadimplência.  O consumo aumenta, mas a população fica enforcada com dívidas impagáveis tornando-se mais pobre. Simplesmente o Brasil está seguindo os passos da Espanha que hoje se encontra em completa crise.

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