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Parabéns Gravatá e Vamos Gravatear

foto divulgação:prefeitura de Gravatá

Lá de cima do cruzeiro
Vejo uma paisagem infinita
Que um dia Osiris Caldas
Chamou de “Cidade Bonita.”

Desço o morro pela frente do cemitério
Morada final de quem sai dessa vida
Indo de encontro do grande mistério
Fazendo dessa vida sua derradeira despedida

Ou então desço pelo outro lado
admirando o amanhecer ou o belo fim de tarde
Desço lentamente, degrau por degrau
Na histórica e saudosa escada da felicidade

Depois vou caminhando pela rua Sete
Me sento num banco da Praça Dez
Curto a fria brisa do agreste
Descanso um pouco os meus pés.

Sinto saudade do Pontilhão
De onde via a montanha esverdeada
A casa do chefe da estação
Que na minha memória fez morada

Desço para o centro
Sinto saudade da sorveteria Alvorada
Ponto de encontro de político
De namorado com a namorada

Olho a praça da matriz
Toda modificada
Do mesmo jeito da antiga matriz
Que também foi derrubada

Mas, sigo em frente sem amargura
Espanto pra longe a tristeza
Pois pra onde me viro
Só vejo a alegria e beleza

Desfaço a cara fechada e dura
Passo no Memorial de Gravatá
Antiga Casa da Cultura
E aprendo a história do lugar

Vejo também o Círculo Operário
Que faz o bem sem olhar a quem
E também a casa do vigário
Cuja beleza igual não tem

Admiro a Câmara, a Prefeitura,
As Salesianas e a Igreja Batista
Arquitetura barroca e colonial
Que encanta a todos que a visita

Depois sigo até a Estação do Artesão
Sinto muita saudade do trem
Que hoje não traz mais nada
Nem sequer para cá ele vem

Mas, conheço o artista gravataense
Como uma espécie de compensação
Vejo na sua arte o amor pela sua cidade
A emoção e o carinho na sua produção

Conheço a bonequinha da sorte
Que ninguém vai deixar de levar
Lembrança desse passeio formidável
Pelas belas ruas da bonita Gravatá.

Na frente da estação tinha a Alag
Ninho de escritor, artista e poeta
Que se mudou para rua da Praça 10
Onde a arte e a literatura tem parada certa.

Olhando para No outro lado
Posso admirar O pátio de eventos
Chucre Mussa Zarzar
Que quando tem festa fica super lotado

Porém não descanso um segundo,
E cansado não vou ficar
Porque respiro o melhor clima do mundo
Na minha querida cidade de Gravatá.

Posso conhecer mais ainda,
Se tempo eu tiver para andar
Vou na área seca ou na área molhada
Opção nunca vai me faltar.

Túneis, florestas e cachoeira,
Chalés, montanhas e matas,
Rios, açudes e ladeira
Beleza natural é o que não falta.

Tem reserva ecológica
Rapel pra descer e cavalo pra cavalgar
Motocross e bacurau
E o parque Monsenhor Cremildo pra caminhar

É beleza de leste a oeste
Por isso não posso deixar de lembrar
Das mais belas flores do agreste,
Que são as lindas mulheres de Gravatá.

Por isso todo 15 de março
É dia de lhe parebenizar
Não posso deixar de me lembrar
Da minha amada cidade de Gravatá

Amo a minha Crauatá,
Esse lugar de gente feliz e bonita
E assim como eterno turista
Sempre vou Gravatear
E dese jeito agora lhe convido
Par vir comigo gravatear

Eu Gravateio
Tu Gravateias
Ele Gravateia
Nós Gravateamos
Vós Gravateais
Eles Gravateiam

No dia 15 de março Gravatá completa 124 anos de fundação. Vivo por estas bandas desde os oito anos de idade quando acompanhava meu pai no trem que vinha trazer materiais e produtos para os sapateiros da região. Depois já por volta dos 18 anos comecei a vir todos os finais de semana. Em 2000 depois de me encerrar minhas atividades como assessor de comunicação da Prefeitura do Recife, onde fiquei por 30 anos, vim morar de forma definitiva nessa cidade que aprendi a amar. Hoje faço parte com muita honra da Academia de Letras e Artes de Gravatá, recebi o título de cidadão desde 1997, portanto a 20 anos atrás e assim criei laços indissolúveis com a região e com a população nativa e flutuante.

Para homenagear essa cidade que tanta alegria e satisfação me dá, além de oportunidades empresariais e onde vivo com minha família, fiz esse poema que fala da minha alegria de poder andar pelas ruas de Gravatá. E agora convido você a dar comigo um passeio por essa cidade bonita, como bem definiu  Osiris Caldas o nosso saudoso artista.

Por Tomaz de Aquino
Jornalista e escritor

www.tomazdeaquino.com.br

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